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Abstract:
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A Hidradenite Supurativa (HS), acne inversa ou “doença de Verneuil” é definida como uma doença inflamatória, crônica e recorrente, dos folículos pilosos, sendo caracterizada como um distúrbio epitélio-folicular. É caracterizada por nódulos inflamatórios, abscessos e fístulas nas regiões de dobras, principalmente como região axilar, inguinal, glútea e inframamária, com dor e saída de secreção purulenta. A etiologia envolve a hiperqueratose e oclusão do folículo pilossebáceo, que leva a um rompimento e extrusão do conteúdo folicular, com alterações inflamatórias da imunidade inata e adquirida, além da presença de bactérias da flora e participação de hormônios. A HS pode ser classificada por meio da escala de Hurley em três grupos de acordo com a gravidade da doença. O estágio I é o mais leve e classificado quando há nódulos sem fístulas ou cicatrizes; estágio II trata-se de um quadro moderado com a presença de fístulas superficiais e isoladas; e estágio III é grave, com muitas fístulas interconectadas e abscessos atingindo uma ou mais áreas anatômicas inteiras. A padronização do tratamento da HS é dificultada pela sua etiologia multifatorial, no entanto, diversas opções terapêuticas vêm sendo utilizadas ao longo dos anos. Além das medidas não medicamentosas, como uma correta higienização, cessação do tabagismo e perda de peso, pode-se usar antibióticos tópicos e sistêmicos, retinoides, laserterapia, tratamento cirúrgico e imunobiológicos como o anti-fator de necrose tumoral (anti-TNF). Apresenta difícil manejo e o tratamento precoce pode prevenir a progressão para estágios mais graves da condição. O objetivo principal deste estudo é descrever o impacto do tratamento com imunobiológicos nos pacientes com hidradenite supurativa, atendidos no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, em Florianópolis. Em adição, o estudo visa estabelecer um perfil evolutivo dos pacientes acometidos pela doença. Observou-se um predomínio da enfermidade no sexo feminino (72,7%) e maior incidência entre a segunda e a quarta décadas de vida (86,36%). A média de idade foi de 36,2 anos, com uma média de tempo de diagnóstico de 8,7 anos. As principais comorbidades foram obesidade e sobrepeso (13,6%), ansiedade (9,09%), transtorno bipolar (9,09%), acne (9,09%), síndrome metabólica (4,5%) e hipertensão (4,54%). A maioria dos pacientes foi classificada, pelo escore de Hurley, em estágio III (54,5%) e estágio II (45,4%). O comprometimento na qualidade de vida foi moderado a extremamente grande em quase 80% dos casos e se correlacionou positivamente com a gravidade da doença. Dentre as formas de tratamento utilizadas, a maioria dos pacientes beneficiou-se do uso de imunobiológicos, sendo o adalimumabe o imunobiológico mais utilizado (81,8%). Os achados reforçam a importância de novos estudos acerca da HS, a fim de determinar a influência do uso de imunobiológicos na qualidade de vida dos pacientes, bem como a importância da qualificação de profissionais de saúde para a identificação precoce e tratamento adequado da doença. |