| Title: | O interdito proibitório em face da greve |
| Author: | Irber, Zenaide Teresinha |
| Abstract: |
As contradições do processo de acumulação capitalista já há muito que se evidenciaram nas relações sempre conflituosas do capital e do trabalho. De um lado, legiões de homens e mulheres absolutamente desprovidos de qualquer bem, a não ser uma única mercadoria a oferecer, sua força de trabalho; de outro, os proprietários dos meios de produção. Não por acaso os mais singelos direitos sociais alcançados em remota idade foram resultado de enfrentamentos, muitas vezes banhados por sangue e lágrimas, enfrentamentos estes que se davam pela paralisação coletiva ou mesmo pela destruição das máquinas e instrumentos de trabalho, como se ali residisse a fonte da miséria vivida pelos trabalhadores. O Estado exerce função preponderante para a continuidade do sistema capitalista de produção. Desempenha o papel de garantidor da estrutura, na medida em que legisla sobre direitos e deveres dos atores sociais. A negociação coletiva de cláusulas econômicas e sociais, como forma de solução de conflitos, tem levado os trabalhadores ao exercício da greve. Esta, a princípio, era um recurso antissocial e portanto um delito. Depois foi tolerada como um exercício do direito de liberdade, para finalmente ser reconhecida como um direito fundamental. O direito de greve é reconhecido constitucionalmente, podendo os trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. No exercício desse direito, evidenciam-se confrontos eminentemente econômicos e sociais. Observações: Digitalização realizada a partir do TCC impresso. Folha de aprovação suprimida por conter dados sensíveis. |
| Description: | TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269505 |
| Date: | 1997-11 |
| Files | Size | Format | View |
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TCCG-CCJ-D-ZTI-1997.pdf |
9.750Mb |
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