Tendência temporal da prevalência do absenteísmo-doença de servidores de uma universidade pública do Norte do Brasil, 2016 a 2022

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Tendência temporal da prevalência do absenteísmo-doença de servidores de uma universidade pública do Norte do Brasil, 2016 a 2022

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Title: Tendência temporal da prevalência do absenteísmo-doença de servidores de uma universidade pública do Norte do Brasil, 2016 a 2022
Author: Meneses, Jessica de Sousa
Abstract: Este estudo teve como objetivo analisar a tendência temporal do absenteísmo por doença entre servidores da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), no período de 2016 a 2022. Trata se de um estudo epidemiológico, de coorte retrospectiva, com abordagem populacional. Foram analisadas variáveis como ocorrência, motivo (Grupo CID), sexo, faixa etária, categoria funcional, tempo de serviço e duração dos afastamentos. Realizaram-se análises descritivas, estimativas de prevalência, tendência temporal e regressões, incluindo modelos lineares mistos e regressão binomial negativa. Identificaram-se 1.475 afastamentos, com pico em 2018 (27,14%) e redução nos anos de 2020 e 2021. A frequência foi maior entre mulheres (67,93%), com menor chance entre homens (OR = 0,27; IC95%: 0,19?0,38; p < 0,001). Houve predomínio na faixa etária de 30 a 39 anos (38,53%), com até cinco anos de vínculo (53,16%) e da categoria técnico-administrativa (69,83%), que apresentou sete vezes mais chance de afastamento em relação aos docentes (OR = 6,75; IC95%: 4,80?9,48; p < 0,001). Quanto à recorrência, 41,9% afastaram-se uma única vez. Os principais motivos referem-se aos Grupos K - aparelho digestivo (12,76%), J - aparelho respiratório (11,16%) e F - transtornos mentais e comportamentais - TMC (10,85%). Quanto à duração, o Grupo S (Lesões), F (TMC) e M (osteomuscular e tecido conjuntivo) foram responsáveis por maior tempo absoluto de dias perdidos, entretanto, quando analisada a mediana de dias perdidos por afastamento, destacam-se os grupos C (Neoplasias), S (Lesões) e F (TMC). Os dados requerem análise criteriosa, uma vez que a redução no número de afastamentos durante a pandemia de Covid-19 e a adoção do teletrabalho na instituição podem ter influenciado tanto a ocorrência quanto o registro dos casos, exigindo cautela na interpretação dos resultados desse período. Este estudo amplia o conhecimento sobre o absenteísmo-doença no serviço público federal, especialmente em instituições de ensino e na Amazônia. Ao identificar os grupos mais vulneráveis e os principais motivos de afastamento, oferece subsídios para o planejamento de políticas institucionais mais assertivas voltadas à promoção da saúde.Abstract: This study aimed to analyze the temporal trend of sickness absenteeism among employees of the Federal University of Amapá (UNIFAP) between 2016 and 2022. It is an epidemiological, retrospective cohort study with a population-based approach. Variables analyzed included occurrence, cause (ICD group), sex, age group, job category, length of service, and duration of leave. Descriptive analyses, prevalence estimates, time-trend assessments, and regressions were performed, including mixed linear models and negative binomial regression. A total of 1,475 sick leaves were identified, peaking in 2018 (27.14%) and decreasing in 2020 and 2021. The frequency was higher among women (67.93%), with men showing a lower likelihood of leave (OR = 0.27; 95%CI: 0.19?0.38; p < 0.001). Absenteeism predominated among individuals aged 30?39 years (38.53%), with up to five years of service (53.16%), and within the technical-administrative category (69.83%), which was seven times more likely to take leave compared to faculty members (OR = 6.75; 95%CI: 4.80?9.48; p < 0.001). Regarding recurrence, 41.9% of employees took leave only once. The main causes were ICD Group K (digestive system, 12.76%), Group J (respiratory system, 11.16%), and Group F (mental and behavioral disorders, 10.85%). In terms of duration, Groups S (injuries), F (mental and behavioral disorders), and M (musculoskeletal system and connective tissue) accounted for the largest absolute number of lost workdays. However, when analyzing the median number of lost days per leave, Groups C (neoplasms), S (injuries), and F (mental and behavioral disorders) were the most prominent. The data warrant careful interpretation, as the reduction in the number of leaves during the COVID-19 pandemic and the adoption of remote work at the institution may have influenced both occurrence and reporting, requiring caution in interpreting the results for this period. This study contributes to the understanding of sickness absenteeism in the federal public sector, particularly in higher education institutions in the Amazon region. By identifying the most vulnerable groups and the leading causes of leave, it provides evidence to support the development of more targeted institutional health promotion policies.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2025.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269437
Date: 2025


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