Um instante de loucura: decisão e indecidibilidade em Carl Schmitt e Bartleby

DSpace Repository

A- A A+

Um instante de loucura: decisão e indecidibilidade em Carl Schmitt e Bartleby

Show simple item record

dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina pt_BR
dc.contributor.advisor Philippi, Jeanine Nicolazzi
dc.contributor.author Nodari, Alexandre André
dc.date.accessioned 2025-09-17T18:02:06Z
dc.date.available 2025-09-17T18:02:06Z
dc.date.issued 2006-02-09
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268912
dc.description TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. pt_BR
dc.description.abstract As recentes investigações de Giorgio Agamben sobre o Homo sacer revelaram a fragilidade das abordagens jurídicas no tocante a um instituto essencial à compreensão não só dos limites do Direito, mas também de seu núcleo mais interior, isto é, a sua fundação. Intimamente conexo ao estado de exceção - e igualmente pouco abordado pelo pensamento jurídico -, está aquele instante onde norma e vida se indistinguem e onde poder e potência se debatem: a decisão. Nesta monografia, são opostas duas configurações distintas sobre este "instante de loucura": o decisionismo do alemão Carl Schmitt, provavelmente o maior jurista do século XX e a "fórmula" de Bartleby, personagem homônimo do conto de Herman Melville, "preferiria não". Em um primeiro momento, Creatio ex nihilo: a decisão biopolítica soberana, é exposta e analisada a teoria jurídico-política de Schmitt referente ao estado-de-exceção e ao conceito do político, em cujo centro reside um poder decisório fundamentado no nada. Busca-se, também, abordar as conseqüências ético-políticas desta concepção de decisão ancorada na necessidade, a saber, a irresponsabilidade e um poder sem freios. Na segunda metade, Potência passiva (ou Sobre alguns temas em Bartleby), procura-se mostrar como esta enigmática figura literária chamada Bartleby dissemina um contra-discurso capaz de por em cheque o decisionismo. Em Schmitt, a decisão política se converte no ato de distinguir entre amigo e inimigo, em resolver a fratura biopolítica; seu grau máximo (soberano) é a decretação do estado de exceção onde a oposição finalmente poderá ser resolvida - através da negação ontológica/eliminação física - do Outro. Nem incapaz, nem soberano, Bartleby é pura potência - potência passiva. No momento da decisão, não faz nem deixa de fazer, "apenas" "prefere não", revelando a contingência daquilo que aparece como necessidade (ou Lei). Ou, por outra, põe à luz a indecidibilidade: não há decisão em que o sujeito não esteja implicado (tendo uma preferência, uma vontade). Só é possível tomar a decisão quando ela não está determinada de antemão - por referências últimas, valores absolutos. E precisamente por isto - a ausência de um Código ético de validade universal - há necessidade da ética. pt_BR
dc.format.extent 92 f. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC pt_BR
dc.subject Decisão pt_BR
dc.subject Indecidibilidade pt_BR
dc.subject Soberania pt_BR
dc.subject Apatia pt_BR
dc.subject Ética pt_BR
dc.title Um instante de loucura: decisão e indecidibilidade em Carl Schmitt e Bartleby pt_BR
dc.type TCCgrad pt_BR


Files in this item

Files Size Format View
TCCG-CCJ-D-AAN-2006.pdfBlocked 20.06Mb PDF View/Open

This item appears in the following Collection(s)

Show simple item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar