Condições de Trabalho e Distúrbios osteomusculares Relacionados ao Trabalho:Um estudo Transversal baseado na pesquisa nacional de saúde, brasil,2019.

DSpace Repository

A- A A+

Condições de Trabalho e Distúrbios osteomusculares Relacionados ao Trabalho:Um estudo Transversal baseado na pesquisa nacional de saúde, brasil,2019.

Show full item record

Title: Condições de Trabalho e Distúrbios osteomusculares Relacionados ao Trabalho:Um estudo Transversal baseado na pesquisa nacional de saúde, brasil,2019.
Author: Silveira, Sérgio de angeles tavares da
Abstract: Os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) abrangem um conjunto de síndromes associadas à inflamação, desgaste e degeneração de músculos, ligamentos, tendões e nervos, resultando em quadros de dor aguda e/ou crônica. Esses distúrbios estão relacionados a demandas laborais físicas, cognitivas, ambientais e organizacionais intensas, mas os estudos populacionais desta natureza na população brasileira ainda são incipientes. Descrever o perfil epidemiológico e as condições de trabalho de pessoas com DORT autorreferidas no Brasil, 2019. estudo transversal, com dados secundários de 90.116 indivíduos de 18 anos ou mais, que participaram da Pesquisa Nacional em Saúde (PNS) de 2019. A variável dependente é o diagnóstico autorreferido de DORT; enquanto as independentes incluíram características socioeconômicas (sexo, faixa etária, etnia, escolaridade, região da federação), condições de trabalho (ocupação, vínculo empregatício, deslocamento, acidentes de trabalho, uso de equipamentos de proteção individual, etc) e Hábitos de saúde (Consumo de álcool, tábaco e autopercepção de saúde). [C1] Os dados foram analisados no Stata 13.0. No Brasil, a taxa geral de DORT autorreferida por adultos, em 2019, foi de 2,37% (IC95% 2,16-2,60). Os grupos populacionais mais prevalentes foram: mulheres (3,02%), jovens trabalhadores entre 18 e 29 anos (4,71%), brancos (2,72%), ensino superior completo (2,90%), trabalhadores da região Sul (3,42%), trabalhadores não remunerados em ajuda a terceiros(5,30%), Trabalhadores industriais (4,61%), com dois vínculos de trabalho simultâneo (4,37%), jornada de trabalho noturna e regime de 24 horas menos de uma vez ao mês foram respectivamente (6,48%) e (6,23%). Os estados de São Paulo (4,42%) e Rio Grande do Sul (2,82%) apresentaram as maiores taxas, enquanto Amapá e Tocantins apresentaram as menores taxas de prevalência. Com relação às características de saúde e estilo de vida, as taxas de DORT foram maiores entre trabalhadores com autopercepção de saúde muito ruim (6,20%), uso de tabaco mesmo que menos de uma vez ao dia (3,33%) e trabalhadores com prejuízo da rotina devido ao álcool mais de 4 vezes por semana (2,69%). Considerações Finais: A taxa de DORT autorreferida no Brasil caiu 5% em relação a 2013. Apesar disso, ainda é considerado um importante problema de saúde pública. Os resultados desta pesquisa apontam maior vulnerabilidade entre jovens, mulheres, trabalhadores da região sul e sudeste, e dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Dentre as variáveis ocupacionais com maior magnitude do efeito, destacam-se: múltiplos vínculos, trabalho noturno, trabalho em regime de 24 horas, trabalhadores não remunerados com ajuda a terceiros, trabalhadores da indústria, esforço físico intenso e bico remunerado. Este estudo, de base populacional, contribui para análise da situação de saúde dos trabalhadores no país, formais e informais, ao desvelar as taxas de prevalência de DORT. Poderá ser útil para desenvolvimento de políticas públicas, bem como ações de prevenção de agravos, promoção da saúde, cuidado e reabilitação de trabalhadores brasileiros.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268837
Date: 2025-09-15


Files in this item

Files Size Format View
Pibic sergio.mp4 24.28Mb MPEG-4 video View/Open

This item appears in the following Collection(s)

Show full item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar