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Abstract:
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O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de diferentes salinidades sobre o desempenho zootécnico do camarão marinho Penaeus vannamei e o desenvolvimento da planta halófita Tetragonia tetragonioides cultivados em sistema aquapônico com bioflocos. Para isto, foram avaliados quatro tratamentos de salinidade 5, 10, 15 e 20 ppt, com quatro repetições cada, durante um período de 40 dias. Cada unidade experimental consistiu em um tanque de 800 L para cultivo dos camarões (250 indivíduos m³) acoplado a uma bancada hidropônica com 0,33 m², cultivada com 20 mudas de T. tetragonioides. Os camarões foram alimentados quatro vezes ao dia com ração comercial (38% PB). Avaliou-se parâmetros físico-químicos da água, desempenho zootécnico dos camarões, crescimento vegetal, área foliar, conteúdo de pigmentos fotossintéticos, atividade antioxidante, compostos fenólicos e alterações morfológicas em folhas por microscopia de luz e confocal. A salinidade influenciou significativamente os parâmetros de qualidade de água. O desempenho dos camarões foi positivamente relacionado com o aumento da salinidade, apresentando melhores resultados em 20 ppt, incluindo maior peso final, ganho de peso semanal, biomassa e eficiência alimentar. Já o crescimento e a sobrevivência de Tetragonia tetragonioides foram favorecidos nas salinidades mais baixas, especialmente em 5 e 10 ppt. A área foliar apresentou redução progressiva com o aumento da salinidade, acompanhada de queda na atividade fotossintética, indicada pela menor autofluorescência dos cloroplastos e redução nos teores de clorofila total. As análises histológicas revelaram estruturas celulares mais preservadas em salinidades moderadas, com maior acúmulo de amido observado exclusivamente em 10 ppt. Em contrapartida, nas salinidades de 15 e 20 ppt, foram evidenciadas células menores, com formato irregular e indícios de desorganização estrutural. Compostos fenólicos diminuíram com o aumento da salinidade, enquanto a atividade antioxidante foi intensificada nos tratamentos mais salinos. indicando resposta adaptativa ao estresse. Não foi possível identificar uma salinidade ótima comum para ambos os organismos. No entanto, salinidades intermediárias, como 10 e 15 ppt, podem representar um ponto de equilíbrio entre a produtividade vegetal e animal, com potencial para sistemas integrados. |