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Índices radiomorfométricos extraídos de exames de imagem bidimensionais estão relacionados com a qualidade óssea. A análise fractal, considerada também uma análise não convencional, traz informações robustas sobre a organização e complexidade da arquitetura trabecular. A dimensão fractal (DF) permite avaliar a distribuição espacial de um objeto em uma imagem em diferentes escalas, estando relacionada com análise óssea e com a distribuição e microarquitetura trabecular. Como as radiografias periapicais são rotineiras em Odontologia e são realizadas com fins diagnósticos nos indivíduos, atletas ou não, entende-se que existe grande possibilidade de maior aplicação de análises nesses exames, que podem contribuir de alguma forma na análise óssea destes indivíduos. O objetivo dessa pesquisa foi comparar índices radiográficos associados à análise fractal em radiografias periapicais digitais por meio da técnica de binarização e esqueletonização em atletas com diferentes valores de densidade mineral óssea (DMO) corporal. Vinte atletas foram selecionados por conveniência e submetidos a duas radiografias periapicais digitais (RPD) em mandíbula (canino e pré-molar) e Absorciometria de Dupla Emissão de Raios-X (DXA). Os participantes treinavam por mais de 8 horas semanais há, no mínimo, seis meses e tinham idade inferior a 30 anos. Nas RPD foram selecionadas 3 regiões de interesse de tamanho 150x150 pixels (apical do canino, interdental entre pré-molares e apical do segundo pré-molar) para cálculo da intensidade dos pixels (média M e desvio-padrão DP dos tons de cinza) e DF, pela técnica da binarização e esqueletonização, usando uma macro em JAVA gerada por IA generativa para uso no ImageJ/FIJI. No DXA obteve-se os valores de DMO total (DMO.t) e da região da cabeça (DMO.c), sendo a mediana da DMO.t (1,25 g/cm2) usada para dicotomização em dois grupos: G1 com maior densidade (média 1,33±0,09) e G2 com menor densidade (média 1,18±0,07). Houve diferença significante (Mann-Whitney) entre DMO.t (p<0,0001) e DMO.c (p=0,005), sendo o grupo G1 com valores maiores de mediana 1,30 (25%=1,27; 75%=1,35) vs 1,18 (25%=1,14; 75%=1,23) para DMO.t e mediana de 2,13 (25%=2,05; 75%=2,27) vs 1,93 (25%=1,85; 75% 2) para DMO.c. Não houve diferença significativa na comparação de M (135,9 vs 133,8), DP (20,44 vs 20,42), DF (1,24 vs 1,25) e idade (26,5 vs 26,6) (test-t não pareado).
Conclui-se que não existe diferença na organização trabecular mandibular e no grau de mineralização quando comparados atletas com maior ou menor densidade mineral óssea corporal. Ademais, requer-se mais estudos com maior número de amostras e análise de outras variáveis na tentativa de identificação de variações ósseas focais que se relacionam com a saúde óssea corporal. |
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