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Abstract:
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O presente estudo tem como objetivo examinar a relação entre Fusões e Aquisições (F&A) e o desempenho ambiental, social e de governança (ESG) de companhias de capital aberto situadas em países desenvolvidos e emergentes, no período de 2010 a 2024. A amostra contempla 4.815 empresas não financeiras, totalizando 46.916 observações longitudinais, com dados extraídos da base LSEG da Thomson Reuters e complementados por fontes oficiais. Metodologicamente, foram empregados testes de comparação de médias (Mann-Whitney) e regressões múltiplas em painel desbalanceado, privilegiando-se o modelo de efeitos fixos robustos, em virtude dos resultados dos testes de especificação e de heterocedasticidade. Os achados revelam que a defasagem de operações de F&A não constitui fator determinante do desempenho ESG, impossibilitando a confirmação da hipótese inicial de relação positiva entre tais eventos e a performance socioambiental e de governança. Em países emergentes, variáveis macroeconômicas, como taxa de juros, e aspectos estruturais, como maior tangibilidade, mostraram-se mais relevantes para a variação do desempenho ESG. Em países desenvolvidos, fatores de natureza financeira, como retorno sobre ativos (ROA) e liquidez corrente, assumiram maior relevância, embora a maior lucratividade não tenha se traduzido, necessariamente, em melhores pontuações ESG. De forma transversal, observou-se que empresas de maior porte, bem como o crescimento econômico (PIB per capita), favorecem a adoção de práticas ESG. O estudo contribui para o avanço da literatura ao evidenciar diferenças entre as influências à performance ESG em países desenvolvidos e emergentes. Sugere-se, para pesquisas futuras, a incorporação de variáveis setoriais, a fim de aprofundar a compreensão acerca das interações entre dinâmicas corporativas e práticas de sustentabilidade. |