Plâncton de bandeja: como as correntes levam alimento aos peixes nos recifes de Fernando de Noronha

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Plâncton de bandeja: como as correntes levam alimento aos peixes nos recifes de Fernando de Noronha

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Title: Plâncton de bandeja: como as correntes levam alimento aos peixes nos recifes de Fernando de Noronha
Author: Zen, Bernardo José Olinger
Abstract: No contexto da pesquisa em ambientes recifais frente às mudanças climáticas, as Ilhas Oceânicas se destacam. Essas pequenas porções de terra afastadas e isoladas abrigam uma biodiversidade única, porém em geral, se comportam como ecossistemas mais sensíveis a mudanças ambientais bruscas. Os peixes são excelentes para investigarmos os efeitos ecossistêmicos da crise climática nas cadeias tróficas recifais, uma vez que ocupam diversos níveis e conectam os compartimentos bentônico e pelágico. Nos recifes tropicais, a família Pomacentridae é uma das mais diversas. Fernando de Noronha é a maior ilha oceânica brasileira, localizada a 360km da costa nordeste do Brasil é a única com população residente e turismo. Em seus recifes encontramos principalmente 3 espécies de Pomacentridae: a planctívora Azurina multilineata, a onívora Stegastes pictus e a herbívoro-detritívora Stegastes rocasensis. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é avaliar como diferentes condições hidrodinâmicas influenciam o comportamento alimentar das espécies mais abundantes de Peixes-donzela (família Pomacentridae) nos recifes de Fernando de Noronha. A área de estudo se deu em 3 sítios conhecidos da Ilha, escolhidos para representar diferentes condições de hidrodinamismo: “Cagarras”, um local mais abrigado dos ventos e ondulações predominantes na ilha; “Ponta da Sapata”, local mais afastado e exposto com ondulações fortes; e o “Canal da Rata”, um canal entre duas ilhas com forte influência de correntes e fluxo d’água constante. Os vídeos foram coletados em expedições do PELD-ILOC em 2021 e 2024. A metodologia de análise empregada consistiu em acompanhar os indivíduos das espécies alvo até o momento de sua primeira mordida, registrando em qual compartimento foi (bentônico ou pelágica) e a altura da mordida em relação ao substrato (substrato quando no bentos, baixo menor que 30cm, médio entre 30 e 60cm e alto quando maior que 60cm). Foram analisadas 3 horas e 11 minutos de vídeo, tendo registrado 903 mordidas. O teste G no software R indicou que os resultados não foram significativos quanto à variação do compartimento de cada espécie entre os diferentes sítios. Resultados de proporção refletiram bem o comportamento das espécies quanto ao uso dos compartimentos, entretanto houve uma proporção maior do que o esperado do compartimento pelágico para os gêneros Stegastes. No sítio Canal da Rata foi registrada uma maior contribuição de mordidas pelágicas em comparação com os sítios menos hidrodinâmicos, sinalizando o aproveitamento oportunístico dos recursos pelágicos levados com as correntezas. Azurina multilineata foi observada mordendo o bentos no “Canal da Rata”, indicando uma possível expansão de nicho para a espécie.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Físicas e Matemáticas Curso de Oceanografia
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268592
Date: 2025-09-09


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Bernardo_Zen_video_PIBIC.mp4 473.1Mb MPEG-4 video View/Open Vídeo final do PIBIC, aluno Bernardo Zen

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