Análise comparativa da vulnerabilidade sexo específica à hipoxia isquemia entre estágios do desenvolvimento: uma revisão sistemática e uma metanálise.

DSpace Repository

A- A A+

Análise comparativa da vulnerabilidade sexo específica à hipoxia isquemia entre estágios do desenvolvimento: uma revisão sistemática e uma metanálise.

Show full item record

Title: Análise comparativa da vulnerabilidade sexo específica à hipoxia isquemia entre estágios do desenvolvimento: uma revisão sistemática e uma metanálise.
Author: Souza, Karen Helen Carvalho de; Carvalho, João Lucas Rovani
Abstract: A hipóxia isquemia (HI), resultante do decréscimo do fluxo de sangue e oxigênio ao cérebro, é a maior causa de dano cerebral tanto em adultos quanto recém nascidos. A HI neonatal afeta de 1,5 a 3 a cada 1000 nascidos a termo, aumentando para 4 a 48 a cada 1000 nascidos prematuros. Enquanto isso, os acidentes vasculares cerebrais isquêmicos representam 87% de todos os casos de AVC. A condição hipóxico-isquêmica é uma das principais causas de morbidade e mortalidade, com os indivíduos afetados apresentando sequelas de longo prazo, que podem incluir atrasos no desenvolvimento, déficits de linguagem, motores e somatossensoriais, alterações sociais e comportamentais, dificuldades de memória e aprendizado, crises convulsivas ou epilepsia, entre outras, em diferentes graus de gravidade. É bem conhecido que existem diferenças morfológicas, celulares e funcionais entre o cérebro feminino e o masculino. Algumas dessas diferenças foram observadas tanto em humanos quanto em roedores, sendo atribuídas a hormônios sexuais, fatores genéticos e ambientais. As respostas específicas por sexo podem ser relevantes ao se considerar os efeitos a longo prazo e o prognóstico funcional. Insultos hipóxico-isquêmicos, tanto em idades neonatais quanto adultas, demonstraram que cérebros masculinos são geralmente mais vulneráveis, resultando em desfechos mais graves. Em contraste, indivíduos do sexo feminino tendem a apresentar maior resiliência frente à lesão HI. Embora a literatura sugira que o dimorfismo sexual deva ser cuidadosamente considerado, uma vez que o sexo pode influenciar tanto a progressão da lesão quanto a eficácia das estratégias terapêuticas, ainda não está claro se os padrões de dimorfismo sexual nos danos funcionais e anatômicos cerebrais são consistentes em diferentes idades nas quais ocorrem os insultos HI. Deste modo, modelos animais, principalmente com roedores, têm contribuído grandemente para o avanço do conhecimento sobre os mecanismos fisiopatológicos da HI. Para esta revisão a busca se iniciou com 2173 artigos em base de dados como Scopus, Embase e PubMed. Após a revisão destes, seguindo os critérios de inclusão, e a extração de dados, foram incluídos 123 estudos na metanálise. A análise subsequente dos dados extraídos foi feita no programa RStudio, no qual alguns resultados já foram obtidos. Alguns resultados já analisaram confirmaram que machos são mais acometidos na perda tecidual. No entanto, sabe-se que os hormônios estrógenos possuem um efeito protetor do tecido cerebral e ao se retirar os ovários no procedimento de ovariectomia, era esperado que as fêmeas ovariectomizadas apresentassem o mesmo volume de danos que os machos por perderem os estrógenos e o efeito protetor deles, porém, não foi o observado. Isso indicaria um possível efeito deletério dos hormônios andrógenos masculinos.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Departamento de Ciências Fisiológicas.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268496
Date: 2025-09-08


Files in this item

Files Size Format View
vídeo sic.mp4 51.03Mb MPEG-4 video View/Open

This item appears in the following Collection(s)

Show full item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar