As microalgas são organismos de grande importância para a aquicultura e a biotecnologia, devido à sua alta produtividade e flexibilidade de aplicação. Neste trabalho foi apresentada a rotina de cultivos superintensivos de microalgas desenvolvida no Laboratório de Cultivo de Algas (LCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacando as principais etapas de produção. O processo é iniciado no Banco de Cepas, onde é realizada a manutenção das culturas originais em pequenos volumes (tubos de ensaio e placas de Petri) e segue para o Cultivo Inicial, com repicagens das culturas em volumes de até 2 L, sempre acompanhadas de análises de densidade celular, turbidez e pH. Em seguida, as culturas são passadas para o Cultivo Intermediário, onde são utilizados Fotobiorreatores tipo painel plano (flat panel), com volumes de até 100 L. As condições de crescimento das culturas são monitoradas diariamente, para garantir que a biomassa esteja com qualidade adequada no momento da coleta, sendo na fase exponencial quando o uso é como alimento vivo na aquicultura, ou sendo a cultura direcionada para centrifugação visando outros fins biotecnológicos. Quando centrifugada, a biomassa obtida é congelada em ultrafreezer a -80 °C e posteriormente liofilizada, preservando sua qualidade por meio do processo de sublimação. Esse material é então enviado a grupos parceiros que desenvolvem pesquisas com aplicações em bioestimulantes para plantas e outros produtos biotecnológicos. A experiência no LCA ao longo do último ano permitiu vivenciar cada uma dessas etapas, evidenciando a importância do cultivo escalonado e do aproveitamento da biomassa de microalgas para diferentes finalidades científicas e tecnológicas.