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Abstract:
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O alho (Allium sativum L.) apresenta grande relevância socioeconômica em Santa Catarina, porém o manejo convencional favorece perdas de solo e nutrientes por erosão hídrica. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito de plantas de cobertura sobre a conservação do solo e da água, a ciclagem de nutrientes e a produtividade do alho. O experimento foi conduzido em Curitibanos-SC, em blocos casualizados, com quatro tratamentos: cultivo convencional, aveia-preta (Avena strigosa), nabo forrageiro (Raphanus sativus) e ervilha forrageira (Pisum sativum), com quatro repetições e parcelas de 4,25 m² em área com 13% de declividade. Foram avaliados: produção e decomposição da biomassa das coberturas, liberação de nutrientes (N, P e K), perdas de solo, água e nutrientes por escoamento superficial, estabilidade de agregados e produtividade do alho. O nabo apresentou a maior produção de biomassa (6,1 t ha⁻¹ de MS) e acúmulo de N. A ervilha destacou-se pela rápida decomposição da palhada e maior liberação inicial de nutrientes. A aveia juntamente com o nabo, resultou em maior estabilidade de agregados (DMP > 3,4 mm) em relação ao sistema convencional (2,2 mm). Não foram observadas diferenças significativas nas perdas de sedimentos, água, C, N e P entre os sistemas avaliados. A produtividade média do alho variou entre 8,0 e 9,5 t ha⁻¹, sem diferenças estatísticas entre manejos. Os resultados indicam que, embora não tenham impactado a produtividade no curto prazo, as plantas de cobertura promovem melhorias físicas e químicas no solo, com potencial de benefícios cumulativos em ciclos agrícolas subsequentes. |