Este relatório apresenta os resultados da pesquisa em torno da tese do anti-excepcionalismo em lógica, a qual contesta a ideia de que a lógica ocupa um status epistemológico especial em relação às demais ciências e que seu conhecimento seria necessariamente a priori, universal e imutável. De acordo com essa perspectiva, a lógica, enquanto disciplina científica, não possui caráter excepcional e está sujeita a revisões e modificações diante de novas evidências, inclusive de natureza empírica, assim como ocorre com teorias nas ciências naturais. Consequentemente, as teorias lógicas são concebidas e desenvolvidas a posteriori, em diálogo e continuidade com os avanços das ciências empíricas, ao invés de se apresentarem como um corpo de conhecimento isolado e intocável. Essa abordagem enfatiza a contingência e a revisibilidade da lógica, aproximando-a de outras formas de investigação científica e desafiando a concepção tradicional de sua necessidade.
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Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.
Universidade Federal de Santa Catarina.
Centro de Filosofia e Ciências Humanas.
Departamento de Filosofia.