Amplitude de movimento, torque e potência do ombro em atletas profissionais de tênis de praia: comparações e associações

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Amplitude de movimento, torque e potência do ombro em atletas profissionais de tênis de praia: comparações e associações

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Title: Amplitude de movimento, torque e potência do ombro em atletas profissionais de tênis de praia: comparações e associações
Author: Lemos, Bethania Rigo
Abstract: O tênis de praia é caracterizado por movimentos unilaterais e repetitivos acima da cabeça, que impõem grande demanda ao ombro do atleta e podem gerar adaptações funcionais específicas nos músculos rotadores internos (RI) e externos (RE). Diante disso, nosso objetivo foi investigar diferenças entre os ombros dominante e não dominante na amplitude de movimento (ADM), no pico de torque (PT), no ângulo de pico de torque (APT) e na potência muscular, além de explorar correlações entre a ADM e essas variáveis dinâmicas, em atletas profissionais de elite da modalidade. A amostra foi composta por seis atletas (cinco homens e uma mulher), todos ranqueados pela International Tennis Federation (ITF). As avaliações foram realizadas em dinamômetro isocinético Biodex System 4 Pro. As análises estatísticas incluíram os teste t pareado e Wilcoxon para comparações entre os membros (p≤0,05), além de correlação de Spearman (rho) para investigar associações entre a ADM e as outras variáveis. Os resultados mostraram ausência de diferenças significativas na ADM entre os membros (p=0,844) e no APT (p>0,05). O PT dos rotadores internos (RI) foi significativamente maior no ombro dominante (p=0,031), enquanto nos rotadores externos (RE) não foram observadas diferenças relevantes (p>0,05). A potência, obtida pela taxa de variação do PT entre velocidades, não apresentou diferenças entre dominante e não dominante (p=0,688). As análises exploratórias não identificaram correlações significativas entre a ADM e o PT, o APT ou a potência (rho>0,05). Conclui-se que atletas de elite do tênis de praia apresentam adaptações de força nos rotadores internos do ombro dominante, sem adaptações da ADM total ou presença de Glenohumeral internal rotation deficit (GIRD). A ausência de diferenças nos RE, na potência e no APT sugere consistência dos gestos e possível efeito de treinamento complementar. Esses achados ressaltam um potencial desequilíbrio entre rotadores internos e externos do ombro, destacando a importância de programas complementares de fortalecimento.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Desportos. Departamento de Ciências Morfológicas.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268377
Date: 2025-09-08


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