Avaliação da atividade cambial como indicadora do impacto da usina hidrelétrica sobre o clima loca

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Avaliação da atividade cambial como indicadora do impacto da usina hidrelétrica sobre o clima loca

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Title: Avaliação da atividade cambial como indicadora do impacto da usina hidrelétrica sobre o clima loca
Author: Peres, Arielle Lorraynne Sousa
Abstract: As usinas hidrelétricas desempenham papel fundamental na geração de energia elétrica, porém a construção de barragens altera o fluxo natural dos rios e pode modificar o microclima e o crescimento vegetal ao redor dos reservatórios. A atividade cambial, responsável pela formação de novas células do tronco e pelo crescimento radial das árvores, é sensível a variações de temperatura, umidade e sazonalidade, podendo funcionar como indicador de alterações ambientais. Este estudo avaliou a dinâmica cambial de duas espécies nativas da Floresta Ombrófila Mista, Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze e Cedrela fissilis Vell., em áreas com diferentes graus de influência da Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (UHE GBM), no Paraná. Foram amostrados quatro indivíduos de cada espécie em duas áreas, uma próxima e outra mais distante do reservatório. Cubos de lenho com floema, câmbio e xilema foram emblocados em historesina, cortados a 4 μm em micrótomo e corados para observação ao microscópio. Foram registradas imagens em diferentes ampliações e contabilizado o número de células do câmbio vascular em períodos considerados ativos e inativos. Os dados foram analisados por testes estatísticos (t e Mann-Whitney) com 95% de confiança, utilizando o software PAST. Para Araucaria angustifolia, não se observaram diferenças significativas na ativação ou inativação cambial entre os períodos analisados, nem entre as áreas de estudo. O número de células apresentou variação, mas não se mostrou indicador confiável do estado ativo ou inativo do câmbio, já que valores semelhantes foram registrados em ambos os estados. Algumas limitações técnicas, como amostras quebradas ou ausência de câmbio visível, restringiram a amplitude da análise estatística, mas não alteraram a tendência geral. Para Cedrela fissilis, também não foi identificada diferença estatística entre as datas de amostragem ou entre períodos ativo e inativo, indicando que a ativação cambial seguiu padrão semelhante nas duas áreas. Entretanto, ao comparar globalmente as áreas, a média de células diferiu: cerca de 10,9 na Área 1 e 14,4 na Área 2. Essa diferença numérica não se refletiu em mudança do padrão funcional, sugerindo que, embora o ambiente possa influenciar a espessura do tecido, a dinâmica de ativação do câmbio permanece estável. Os resultados indicam que, nas condições e período avaliados, a presença do reservatório da UHE GBM não gerou impacto marcante sobre a atividade cambial das espécies analisadas. A pesquisa demonstra a relevância do câmbio vascular como ferramenta de monitoramento ecológico, ainda que, para a araucária, o simples número de células não represente necessariamente o estado funcional. Estudos de longa duração, com maior número de indivíduos e anos de acompanhamento, são recomendados para verificar se o padrão observado se mantém e para subsidiar estratégias de manejo florestal que conciliem produção de energia e conservação da biodiversidade regional.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Rurais. Departamento de Ciências Naturais e Sociais
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268296
Date: 2025-09-08


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