Potencial antidiabético de extratos de brácteas de araucária em células HepG2

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Potencial antidiabético de extratos de brácteas de araucária em células HepG2

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Title: Potencial antidiabético de extratos de brácteas de araucária em células HepG2
Author: Wigand, Pedro Henrique Fonseca Ramalho
Abstract: O Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma síndrome metabólica multifatorial caracterizada por resistência à insulina, estresse oxidativo e hiperglicemia crônica, que se tornou um dos principais desafios de saúde pública, sobretudo em países em desenvolvimento. As terapias convencionais apresentam limitações importantes, como efeitos adversos e redução da eficácia ao longo do tempo, o que reforça a necessidade de alternativas terapêuticas mais seguras, eficazes e sustentáveis. Nesse contexto, compostos bioativos de origem vegetal despertam crescente interesse devido ao potencial antioxidante e à capacidade de modular a homeostase glicêmica. A Araucaria angustifolia (Bertol.) O. Kuntze, espécie nativa brasileira classificada como ameaçada de extinção, tem sido apontada como fonte relevante de metabólitos secundários com atividade biológica, em especial nas brácteas (tradicionalmente descartadas como resíduos), nas quais estudos recentes identificaram flavonoides, taninos e ácidos fenólicos com potencial atividade biológica. Este estudo teve como objetivo avaliar in vitro o potencial antidiabético de extratos de brácteas de A. angustifólia, utilizando a linhagem celular HepG2 como modelo experimental. Foram obtidos quatro extratos (BHA70, BHA96, BEE e BAE) por diferentes métodos e solventes, avaliados quanto à inibição das enzimas digestivas α-amilase e α-glicosidase, fundamentais para a digestão de carboidratos, além da determinação da citotoxicidade celular pelo ensaio de redução da resazurina (Alamar Blue). Os resultados demonstraram que os extratos BEE e BHA96 apresentaram as maiores atividades de inibição enzimática, com efeitos detectáveis a partir de 75–100 μg/mL. Quanto à viabilidade celular, as concentrações máximas não citotóxicas foram de 100 μg/mL para BEE, 250 μg/mL para BHA96, 500 μg/mL para BAE e 125 μg/mL para BHA70, valores que estabelecem parâmetros de segurança para ensaios subsequentes. Ensaios de captação de glicose e de determinação do glicogênio intracelular encontram-se em andamento, com protocolos em processo de padronização. De modo geral, os achados reforçam que os extratos de brácteas de A. angustifolia, especialmente BEE e BHA96, apresentam potencial como inibidores naturais de enzimas digestivas envolvidas no controle glicêmico, configurando-se como candidatos promissores para o desenvolvimento de terapias complementares ao manejo do DM2. Além do impacto farmacológico, a utilização de resíduos vegetais agrega valor a uma espécie de relevância ecológica, cultural e econômica para o sul do Brasil, inserindo-se no esforço de promover saúde, sustentabilidade e inovação em biotecnologia. Esses resultados apontam para a necessidade de estudos adicionais voltados ao isolamento e caracterização fitoquímica dos compostos ativos, bem como à validação in vivo, a fim de consolidar o potencial biotecnológico da araucária no enfrentamento de doenças metabólicas como o DM2.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Rurais. Curso de Medicina Veterinária.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268187
Date: 2025-09-07


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