Associação dos polimorfismos rs10774671 do gene OAS1 e rs1278769 do gene ATPA11 com a gravidade e os desfechos clínicos em pacientes com COVID-19.
Author:
Petroski, Guido Tasca
Abstract:
A COVID-19 é uma doença infecciosa causada pelo vírus SARS-CoV-2 e apresenta quadro clínico comum de febre, tosse, dispneia, mialgia e fadiga. A doença pode evoluir para quadros mais graves, apresentar diferentes sintomas e divergentes níveis de acometimento pulmonar. A resposta do hospedeiro à infecção por SARS-CoV-2 é influenciada por uma complexa interação de fatores genéticos segundo a literatura atual. Sugere-se que polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) em genes do sistema imunitário inato, como o OAS1, e em genes associados à fibrose pulmonar, como o ATP11A, podem modular a suscetibilidade e a gravidade da COVID-19. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre os SNPs rs10774671 (gene OAS1) e rs1278769 (gene ATP11A) com a gravidade e os desfechos clínicos em pacientes com COVID-19. Foi realizado um estudo caso-controle com 345 pacientes brasileiros para o polimorfismo rs1278769 e 337 pacientes para o polimorfismo rs10774671, todos com diagnóstico de COVID-19. Os participantes foram classificados em dois grupos: um grupo de casos graves incluindo os pacientes hospitalizados pela doença e um grupo de casos leves com sintomas leves ou assintomáticos que não necessitaram de internação. Os pacientes recrutados preencheram um questionário contendo informações epidemiológicas e os dados clínicos foram obtidos a partir dos prontuários médicos. A genotipagem do polimorfismo foi realizada por reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR) utilizando o ensaio TaqMan®, conforme orientações do fabricante. A avaliação da suscetibilidade foi realizada por meio de regressão logística no software SPSS v.25. As análises estatísticas não revelaram uma associação significativa entre os polimorfismos estudados e a gravidade da COVID-19. Além disso, foi analisada a associação com desfechos clínicos de internação em UTI, necessidade de ventilação mecânica e óbito, e em nenhum deles foi encontrada significância estatística. O presente estudo não estabeleceu uma associação direta entre os polimorfismos nos genes OAS1 e ATP11A e a gravidade da COVID-19 na amostra de pacientes brasileiros. Nossos resultados sugerem que outros fatores genéticos ou ambientais podem desempenhar um papel mais proeminente na determinação do curso clínico da doença. A pesquisa contínua é necessária para elucidar completamente a base genética da suscetibilidade e da gravidade da COVID-19.
Description:
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.
Universidade Federal de Santa Catarina.
Centro de Ciências Biológicas.
Departamento de Biologia Celular, Embriologia e Genética.