|
Abstract:
|
Os níveis de acetilação das histonas são cruciais na remodelação da cromatina e na regulação da transcrição gênica. A desregulação desse sistema, mediado por proteínas epigenéticas, como as HDACs e HATs, pode levar a ativação transcricional de um conjunto de oncogenes ligados à proliferação, migração, angiogênese, diferenciação, invasão e metástase, e repressão de genes supressores tumorais. Estudos indicam que alterações epigenéticas, como modificações de histonas, contribuem para a carcinogênese bucal, especialmente na progressão do tumor e resistência terapêutica. O estudo da imunoexpressão de HDAC1, HDAC2 e HAT1 em sítios primários e linfonodais afetados por carcinoma epidermóide (CEC) será pioneiro e visa aprofundar o entendimento da epigenética na carcinogênese bucal e suas possíveis metástases. O objetivo é investigar a expressão imuno-histoquímica de HDAC1, HDAC2 e HAT1 em tecidos primários e linfonodais com carcinoma epidermóide bucal (CEB). Amostras tumorais de 20 pacientes diagnosticados com CEB e metástase linfonodal, provenientes do HU/EBSERH/UFSC (2007-2018), foram analisadas. Cortes de 5 μm de espessura em tecidos incluídos em parafina foram corados por H&E para confirmação do diagnóstico. Reações imuno-histoquímicas foram realizadas para avaliar a expressão de HDAC1, HDAC2 e HAT1, que posteriormente foram avaliadas por um examinador calibrado. Testes estatísticos paramétricos e não paramétricos foram utilizados para a comparação dos parâmetros clínicos e avaliação qualitativas dos imunomarcadores, considerando-se p<0,05 (5%) como estatisticamente significativo. A HDAC2 apresentou níveis elevados de expressão nos tumores primários bem diferenciados, sugerindo possível envolvimento na manutenção da diferenciação celular. A HAT1, por sua vez, demonstrou expressão significativamente maior em linfonodos metastáticos sem invasão linfovascular e perineural, o que sugere sua atuação como regulador negativo da capacidade invasiva tumoral e seu potencial como marcador de comportamento menos agressivo. Em contraste, a HDAC1 não apresentou associação estatisticamente significativa com as variáveis clínicas e histopatológicas analisadas, tanto em tumores primários quanto em linfonodos metastáticos. |