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Abstract:
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A crescente popularidade dos cães braquicefálicos têm levantado preocupações com
sua saúde e bem-estar, pois a seleção genética para esse fenótipo resultou em
diversas comorbidades, como alterações cardíacas, respiratórias, oftalmológicas e
dermatológicas, que comprometem diretamente a qualidade de vida desses animais.
A obesidade, caracterizada pelo desequilíbrio entre ingestão e gasto energético e
consequente acúmulo de tecido adiposo, pode agravar ainda mais essas condições.
Sendo assim, este estudo teve como objetivo realizar um levantamento sobre as
comorbidades associadas à obesidade em cães braquicefálicos na Grande
Florianópolis – SC. Para isso, foi aplicado um questionário eletrônico contendo 21
questões distribuídas em três sessões) o perfil do cão, alimentação e estado de saúde.
Do total de 195 respostas, 184 foram validadas por se referirem a cães
braquicefálicos. Os dados foram tabulados no Excel® e analisados no PROC FREC,
utilizando estatística descritiva e o teste do qui-quadrado, com 5% de significância,
para verificar diferenças entre cães com escore corporal ideal e acima do peso na
percepção dos tutores. Os resultados apontaram que 31,52% dos cães foram
classificados como acima do peso, com maior frequência em animais com 2 à 6 e 6 à
10 anos de idade (44,83% e 37,93%, respectivamente), castrados (77,59%),
domiciliados em apartamento (79,31%) e sedentários, dos quais 24,14% nunca
realizavam atividades físicas. As raças mais acometidas foram Pug e Shih Tzu,
representando, respectivamente, 27,59% e 24,14% dos casos de excesso de peso.
As principais comorbidades associadas foram problemas respiratórios (p<0,0001),
engasgos e tosses, além de alterações locomotoras, como dificuldade para caminhar
(p=0,0462) e paralisia de membros (p=0,005). Observou-se ainda diferença entre a
avaliação dos tutores e a condição corporal real de seus cães, sugerindo que o
excesso de peso pode estar sendo subestimado. Conclui-se que a obesidade é um
fator agravante sobre as comorbidades já comuns em cães braquicefálicos,
reforçando a importância da conscientização dos tutores para prevenção e manejo
adequado, a fim de garantir o bem estar e qualidade de vida para esses animais. |