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Abstract:
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No Brasil, os serviços farmacêuticos são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária. Nesse contexto, este estudo objetivou investigar os serviços farmacêuticos realizados em farmácias
independentes do município de Florianópolis/SC. O estudo transversal, exploratório e descritivo, com
abordagem qualitativa e quantitativa, utilizou como instrumento uma entrevista estruturada com 73
farmacêuticos. Os resultados indicaram um perfil empreendedor, com 76,4% dos farmacêuticos também atuando
como proprietários e 79,5% com formação em Farmácia, o que favorece uma atuação técnica e gerencial mais
qualificada. A maioria possui apenas um estabelecimento e destacou-se a Universidade Federal de Santa
Catarina como principal formadora (47,2%). Apesar de a maioria ter se graduado entre 2000 e 2010, há
diversidade nas datas de formação, desde a década de 1980. Apenas 24,6% relataram ter aprendido todos os
serviços farmacêuticos na graduação, evidenciando lacunas na formação e a relevância da educação continuada,
frequentemente suprida por cursos técnicos, extensão e prática profissional. Os serviços mais comuns foram
aferição de pressão arterial (94,5%), administração de injetáveis (93,2%) e perfuração do lóbulo auricular
(90,3%). Já a aferição de temperatura (40,3%) e testes bioquímicos como glicemia, COVID-19 e dengue
apresentaram menor incidência. Observou-se alta satisfação com a profissão (89%), com apenas 2,8% tendo
outra graduação e 75,3% sem pós-graduação, o que aponta oportunidades de qualificação. O estudo reforça a
necessidade de políticas públicas e acadêmicas que valorizem a formação prática e incentivem a atuação clínica
do farmacêutico, promovendo maior acesso da população a serviços de saúde nas farmácias comunitárias. |