| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Bazzo, Maria Luiza |
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| dc.contributor.author |
Souza, Ana Luiza dos Praseres de |
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| dc.date.accessioned |
2025-07-10T17:34:21Z |
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| dc.date.available |
2025-07-10T17:34:21Z |
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| dc.date.issued |
2025-06-26 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/266192 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Farmácia. |
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| dc.description.abstract |
As infecções sexualmente transmitidas (ISTs) vêm ocupando um cenário cada vez
mais alarmante de acordo com os dados publicados mundialmente nos últimos anos.
Estudos apontam que esse avanço é fomentado por diversas razões, em que se
destacam a falta de educação sexual, o acesso limitado aos serviços de saúde e aos
comportamentos sexuais de risco. Pesquisas recentes demonstram que há a
transmissão de microrganismos no sexo entre mulheres, sendo que a prevenção
durante as práticas sexuais é rara ou nula, em consequência de uma crença de falsa
proteção e também devido a um grande desconhecimento acerca de como adaptar
os métodos preventivos às suas práticas sexuais. As informações sobre proteção
sexual para mulheres costumam ser centradas em uma perspectiva falocêntrica, que
enfatiza o uso do preservativo como método contraceptivo e preventivo para ISTs.
No entanto, ao considerar as práticas sexuais entre sexo com mulheres (MSM),
surge um grande desafio em saúde pública, pois essas mulheres são
frequentemente invisibilizadas nas políticas públicas de saúde sexual, que carecem
de diretrizes específicas e adequadas para atender às suas necessidades. Nesse
sentido, o presente estudo teve como objetivo investigar as práticas de cuidado
ginecológico de ISTs entre MSM, considerando aspectos socioeconômicos, de
sexualidade e vivências na área da saúde. A pesquisa foi conduzida por meio de um
questionário exploratório on-line, divulgado em redes sociais, fóruns acadêmicos da
UFSC e ONGs voltadas ao público LGBTQIAPN+. A amostra foi composta por MSM
cisgênero maiores de idade. Os resultados indicaram lacunas significativas no
acesso e adesão aos serviços de saúde ginecológica por parte dessas mulheres,
com baixa frequência na realização de consultas e exames preventivos,
especialmente entre lésbicas, mesmo quando possuem maior nível educacional e
faixa etária mais elevada. Verificou-se que, embora a maioria das participantes se
sinta à vontade para discutir sua sexualidade com ginecologistas, suas experiências
sexuais com outras mulheres frequentemente não foram consideradas nas
orientações por parte destes profissionais. Também foi demonstrado que a
prevenção de ISTs é pouco praticada nesse grupo, principalmente devido à
percepção de segurança em relações fixas, à falta de informações sobre métodos
específicos para sexo entre mulheres e à ideia de que tais práticas não oferecem
risco. Mulheres bissexuais ou pansexuais apresentaram maior propensão a realizar
exames preventivos e a receber informações sobre ISTs, sobretudo quando
comparadas às lésbicas, o que pode estar relacionado à maior exposição a práticas
tradicionalmente mais contempladas nas orientações médicas. Esse panorama
evidencia a persistência de falhas informativas e de assistência no campo da saúde
sexual de mulheres que se relacionam com outras mulheres, indicando a
necessidade de políticas públicas e práticas profissionais que reconheçam e incluam
as especificidades dessas vivências. O estudo contribui para a ampliação do debate
sobre a invisibilidade dessa população nos serviços de saúde, reforçando a
importância de abordagens mais sensíveis, acolhedoras e baseadas em evidências. |
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| dc.description.abstract |
Sexually transmitted infections (STIs) have shown a worrying increase in recent
years, driven by the lack of sexual education, limited access to health services, and
risky sexual behaviors. Information about sexual protection aimed at women
generally follows a phallocentric perspective, emphasizing condom use as both a
contraceptive method and a means of STI prevention. Studies indicate that, despite
the possibility of STI transmission between women, preventive practices are rarely
adopted. Furthermore, this population is frequently rendered invisible in public sexual
health policies, which often lack guidelines tailored to their specific realities.
Compounding this issue is the lack of preparation among many healthcare
professionals to adequately guide and support these women. In this context, the
present study aimed to investigate gynecological care and STI prevention practices
among women who have sex with women (WSW), considering socioeconomic
aspects, sexuality, and experiences in healthcare settings. The research was
conducted through an exploratory online questionnaire, disseminated via social
media, academic forums at UFSC, and NGOs focused on the LGBTQIAPN+
community. The sample consisted of adult cisgender WSW. The results revealed low
adherence to gynecological consultations and preventive screenings, especially
among lesbian women, even those with higher levels of education and older age.
Bisexual and pansexual women showed a greater tendency to seek preventive care,
possibly because they are more involved in practices addressed by conventional
medicine. It was found that, although the majority of participants feel comfortable
discussing their sexuality with gynecologists, their sexual experiences with other
women are frequently not taken into account in the professionals advice. Overall,
WSW demonstrate limited engagement in STI prevention, mainly due to a perceived
sense of safety in steady relationships, lack of information about specific methods for
sex between women, and the mistaken belief that such practices pose no risk. The
data also indicate that older women tend to have greater access to information about
STI prevention in female-to-female sexual relationships, feel more comfortable
discussing sexuality with healthcare professionals, and adopt preventive measures
such as the Pap smear more frequently. This study highlights persistent gaps in
sexual health information and care for WSW, emphasizing the urgent need for more
inclusive public policies and professional practices that are sensitive to diversity and
grounded in scientific evidence. Moreover, it underscores the lack of specific
methods designed for sexual protection between women, which contributes to the
neglect of prevention and reinforces the exclusion of this population from
conventional sexual health strategies. |
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| dc.format.extent |
82 f. |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
lésbicas |
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| dc.subject |
bissexuais |
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| dc.subject |
pansexuais |
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| dc.subject |
LGBTQIAPN+ |
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| dc.subject |
infecções sexualmente transmissíveis |
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| dc.subject |
lesbians |
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| dc.subject |
bisexuals |
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| dc.subject |
pansexuals |
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| dc.subject |
sexually transmitted infections |
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| dc.title |
Como mulheres que fazem sexo com mulheres lidam com a saúde sexual: o que revela um questionário exploratório sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). |
pt_BR |
| dc.title.alternative |
How women who have sex with women deal with sexual health: insights from an exploratory questionnaire on Sexually Transmitted Infections (STIs). |
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| dc.type |
TCCgrad |
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| dc.contributor.advisor-co |
Rabello de Moraes, Ana Carolina |
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