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Abstract:
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Introdução: O atendimento pré-hospitalar aeromédico é fundamental para respostas rápidas
em emergências, especialmente em áreas de difícil acesso, onde a agilidade do atendimento
impacta diretamente a sobrevida dos pacientes. A Reanimação Cardiopulmonar (RCP) é uma
intervenção crítica nas paradas cardiorrespiratórias, porém o ambiente aeromédico, com espaço
restrito, vibração constante, ruído elevado e limitações de mobilidade, pode comprometer a
qualidade do atendimento, exigindo preparo técnico e treinamentos específicos. Objetivo:
Avaliar a adesão da equipe de saúde às práticas profissionais e aos treinamentos em reanimação
cardiopulmonar (RCP), no seu contexto operacional do atendimento aeromédico ao paciente
adulto. Método: Estudo exploratório-descritivo com abordagem quantitativa, usando
questionário estruturado em três seções: perfil sociodemográfico, prática da RCP no serviço
aeromédico e treinamentos em RCP. O instrumento foi baseado na literatura e validado por
especialistas. A coleta ocorreu entre outubro de 2024 e março de 2025, via Google Forms®,
garantindo anonimato e alcance regional, com divulgação em redes sociais e contato direto com
instituições aeromédicas. Participaram médicos e enfermeiros com no mínimo seis meses de
experiência em atendimento aéreo pré-hospitalar, excluindo-se profissionais exclusivos de
ambulâncias terrestres. A amostragem foi por conveniência, conforme disponibilidade, e o
preenchimento durou em média 10 a 15 minutos. Resultados: A maioria dos profissionais
realiza manobras de RCP frequentemente (65,5%), enquanto uma parcela menor é raramente
acionada (34,8%). Apesar da alta adesão a protocolos internacionais, principalmente os da
American Heart Association (87%), uma parcela significativa dos profissionais não realiza
treinamentos periódicos em RCP (39,1%) e poucos receberam capacitação simulando o
ambiente da aeronave (21,7%). Os principais desafios relatados são o espaço limitado para
manobras (73,9%), equipe reduzida (56,5%) e dificuldades de comunicação devido ao ruído
(39,1%). Embora muitos tenham participado de cursos como ACLS (60,9%) e PHTLS (43,5%),
foi apontada a falta de protocolos específicos para o ambiente aeromédico e a baixa frequência
de simulações realísticas como fragilidades institucionais. Conclusão: Embora a importância
da reanimação cardiopulmonar e a adoção de diretrizes internacionais sejam amplamente
reconhecidas, permanece uma lacuna significativa na capacitação prática específica para o
ambiente aeromédico. Torna-se fundamental desenvolver protocolos dedicados e promover
treinamentos contínuos baseados em simulações realistas e na incorporação de tecnologias de
ponta, garantindo assim a máxima segurança, eficiência e excelência no atendimento aéreo. |