Aleitamento materno exclusivo e desafios enfrentados por mulheres que amamentam após o fim da licença-maternidade de 120 dias no Brasil: Uma revisão de escopo
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Title:
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Aleitamento materno exclusivo e desafios enfrentados por mulheres que amamentam após o fim da licença-maternidade de 120 dias no Brasil: Uma revisão de escopo |
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Author:
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Lopes, Ceilma Maria de Souza Freire Lopes
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Abstract:
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Introdução: Atualmente a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o
aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de vida do lactente, porém,
ele frequentemente é comprometido devido à necessidade de retorno ao trabalho
ao término da licença maternidade de 120 dias, período que é regulamentado pela
consolidação das leis trabalhistas no Brasil.
Objetivos: Esta revisão de escopo tem como objetivo explorar a literatura acerca
dos principais desafios encontrados pelas mulheres que amamentam em manter o
aleitamento materno exclusivo (AME) no Brasil pelo período recomendado pela
OMS.
Métodos: Para realização deste trabalho foi realizada uma busca nas bases de
dados PubMed, Lilacs e Scielo, utilizando a chave de busca: Aleitamento materno
exclusivo, licença-maternidade, Mulheres trabalhadoras, retorno ao trabalho. Foram
selecionados estudos que retratassem as dificuldades das mulheres que trabalham
em manter o aleitamento materno exclusivo após a licença maternidade de 120 dias,
que atendessem aos critérios de inclusão e de exclusão. Os estudos selecionados
foram analisados em detalhe.
Resultados e Discussão: Após a análise e avaliação de critérios de inclusão e
exclusão, onze estudos foram incluídos na avaliação final. Entre eles, estudos
transversais, revisão de escopo, Guia técnico sobre amamentação do Ministério da
Saúde, estudos qualitativos, quantitativos e exploratórios. A pesquisa revelou que a
licença maternidade desempenha um papel fundamental para que as mães
continuem amamentando após o retorno ao trabalho. Por outro lado, destacou que a
falta de apoio no ambiente de trabalho, ausência de locais adequados para ordenha
e carga horária intensa foram identificadas como obstáculos que contribuem para a
interrupção do AME. A análise dos estudos mostrou grande variabilidade nos
resultados, indicando a necessidade de mais pesquisas para estabelecer os
principais desafios e os fatores que influenciam a continuidade do aleitamento
materno exclusivo após o término da licença-maternidade de 120 dias no Brasil, bem
como estratégias para melhorias que impactam na continuidade do AME.
Conclusão: A revisão identificou que a falta de suporte no trabalho, como espaços
para ordenha e horários inflexíveis, dificulta a continuidade do aleitamento materno
exclusivo após a licença-maternidade. A extensão da licença para seis meses e
políticas de apoio são essenciais para superar esses desafios. Fortalecer políticas
públicas e ampliar pesquisas são medidas necessárias para promover os benefícios
do AME para a saúde materno-infantil. |
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Description:
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TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina. |
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URI:
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https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/265924
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Date:
|
2025-05-29 |
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