PANCREATITE AUTOIMUNE POR IGG4 OU NEOPLASIA OCULTA? UM DILEMA DIAGNÓSTICO EM CASO CORTICORRESISTENTE COM ADENOCARCINOMA PANCREÁTICO TARDIO

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PANCREATITE AUTOIMUNE POR IGG4 OU NEOPLASIA OCULTA? UM DILEMA DIAGNÓSTICO EM CASO CORTICORRESISTENTE COM ADENOCARCINOMA PANCREÁTICO TARDIO

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Title: PANCREATITE AUTOIMUNE POR IGG4 OU NEOPLASIA OCULTA? UM DILEMA DIAGNÓSTICO EM CASO CORTICORRESISTENTE COM ADENOCARCINOMA PANCREÁTICO TARDIO
Author: Ribeiro, Letícia Vieira dos Santos
Abstract: INTRODUÇÃO A pancreatite autoimune (PAI) tipo 1, associada à imunoglobulina G4 (IgG4), é uma condição fibroinflamatória. Relatamos um caso atípico de PAI-IgG4 inicialmente diagnosticada por critérios histológicos (plasmócitos IgG4+) e sorológicos, mas que evoluiu para adenocarcinoma pancreático após falha terapêutica aos corticoides, levantando a hipótese de diagnóstico errôneo ou transformação maligna. RELATO DO CASO Homem, 46 anos, ex-etilista, apresentou dor abdominal em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Diagnóstico de pancreatite há 2 anos e colecistectomia prévia. Exames laboratoriais evidenciaram colestase (fosfatase alcalina [FA] 907 U/L, gama-glutamil transferase [GGT] 1380 U/L) sem hiperamilasemia. A tomografia computadorizada (TC) demonstrou aumento da espessura do parênquima pancreático na região da cabeça e colo, associado a calcificações de permeio e atrofia do parênquima em cauda pancreática, e massa pancreática cefálica hipovascular (3,1 cm), ducto pancreático dilatado (14 mm) e linfonodomegalias peripancreáticas. O paciente foi submetido a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) por ecoendoscopia digestiva alta (ECOEDA), que em 2 tentativas não demonstrou diagnóstico de neoplasia. Paciente foi, então, submetido a laparotomia exploradora que evidenciou uma massa pancreática irressecável, cuja biopsia foi compatível com pancreatite por IgG4. Apesar do tratamento com prednisona 40 mg, o paciente progrediu com perda de peso, colangite, estenose do colédoco e dilatação a montante, e foi submetido a drenagem por colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com endoprótese biliar. Após seis meses de corticoterapia, persistia dilatação ductal progressiva (13 mm) e evoluiu com trombose da junção esplenomesentérica. Nova biópsia ecoendoscópica confirmou adenocarcinoma pancreático. O paciente foi encaminhado para quimioterapia paliativa. CONCLUSÃO O diagnóstico de pancreatite por IgG 4 deve ser realizado de modo criterioso, e a falta de resposta ao tratamento requer revisão diagnóstica, pois, como nesse caso, pode tratar-se de neoplasia maligna de pâncreas
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/265734
Date: 2025-06-03


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