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Abstract:
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Introdução: O reparo artroscópico do manguito rotador (ARCR) é um procedimento amplamente realizado, mas as taxas de re-ruptura e os desfechos clínicos subótimos ainda são uma preocupação. Os benefícios do plasma rico em plaquetas com baixo teor de leucócitos (LP-PRP) como terapia adjuvante são indefinidos. Esta meta-analise avalia o efeito da terapia com LP-PRP nas taxas de re-ruptura e nos desfechos relatados pelos pacientes após ARCR.
Métodos: As bases de dados PubMed, Embase e Cochrane foram sistematicamente revisadas em busca de ensaios clínicos randomizados (ECR) que comparassem ARCR com LP-PRP versus ARCR isolado. O desfecho primário foi a taxa de re-ruptura, e os desfechos secundários incluíram escore de dor VAS, escores Constant, UCLA e ASES. A análise estatística utilizou modelos de efeitos aleatórios, com estatística I² para heterogeneidade e intervalos de confiança de 95%.
Resultados: Foram incluídos 11 ECRs, totalizando 430 pacientes no grupo LP-PRP e 431 no grupo controle. A análise da taxa de re-ruptura, em 10 estudos (733 pacientes), demonstrou que o LP-PRP reduziu significativamente essas taxas (RR 0,40; IC 95% 0,27–0,59; P < 0,00001). As análises por subgrupo segundo o tamanho da lesão também mostraram redução significativa para roturas < 3 cm (RR 0,41; IC 95% 0,20–0,86; P = 0,02) e > 3 cm (RR 0,39; IC 95% 0,24–0,63; P = 0,0001). Os escores VAS para dor não apresentaram redução significativa em nenhum dos pontos avaliados (3, 6, 12 e 24 meses). Quanto aos escores funcionais, o escore Constant melhorou significativamente aos 6 meses (MD 2,67; P = 0,004) e aos 12 meses (MD 2,84; P = 0,01); o escore UCLA melhorou aos 6 meses (MD 1,37; P = 0,0003); já o escore ASES não apresentou melhorias em nenhum dos períodos avaliados. Apesar das diferenças estatísticas, a magnitude das melhorias funcionais frequentemente não atingiu os limiares de diferença clinicamente importante.
Conclusão: O LP-PRP reduziu significativamente as taxas de re-ruptura na reparação artroscópica do manguito rotador. Embora os escores funcionais tenham apresentado melhorias estatisticamente significativas em alguns momentos, elas frequentemente não alcançaram relevância clínica. Estudos padronizados adicionais são necessários para otimizar o uso de LP- PRP e maximizar desfechos clínicos positivos. |