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Abstract:
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As doenças cerebrovasculares são a segunda principal causa de morte no mundo, com aumento da prevalência em países de baixa e média renda. No entanto, existem poucas informações epidemiológicas do seu impacto na Região da Grande Florianópolis, em especial durante a pandemia de COVID-19.
Objetivos:
O estudo tem o intuito de descrever e analisar as internações, óbitos, tempo de permanência e gastos relativos às doenças cerebrovasculares (através dos CIDs I60, I61, I62, I63 e I64 e dos Códigos 153, 154 e 155) no período de 2013 a 2023, abrangendo a pandemia de COVID-19.
Métodos:
Os dados provêm do DataSUS, um banco de dados de caráter público, buscando-se os Códigos do CID-10 153 a 155 e as notificações de I60 a I64, com abrangência para internações, óbitos, tempo de permanência e gastos. Analisou-se, assim, as internações, mortalidade, tempo de permanência e custos gerais do AVC e de infarto cerebral e hemorragia intracraniana, no período entre 2013 a 2023.Conclusão:
Este trabalho mostra a situação das doenças cerebrovasculares na Grande Florianópolis, num contexto de saúde pública, com elevadas quantidades de internações, óbitos e custos. Nesse contexto, a pandemia por COVID-19 afetou parcialmente cada um dos parâmetros analisados, ora em todos os CIDs, ora somente em alguns. Vimos a hemorragia intracraniana com um custo de permanência cerca de 130% mais alto do que o infarto cerebral. Esses resultados são capazes de direcionar as políticas do SUS nessa região. |