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Abstract:
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Introdução: A pandemia de COVID-19 impactou os sistemas de saúde, prejudicando a doação e transplante de órgãos e tecidos. Em Santa Catarina, a desaceleração das doações em 2020 foi resultado da sobrecarga hospitalar, restrições logísticas e receio da transmissão do SARS-CoV-2. Objetivo: Analisar os efeitos da pandemia no sistema de doação e transplante de órgãos e tecidos em Santa Catarina entre 2018 e 2023, com foco nas alterações no volume de doações, perfil dos doadores e listas de espera. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo com delineamento ecológico de série temporal. A pesquisa analisou dados da SC Transplantes, incluindo notificações de morte encefálica, doações, transplantes e receptores na fila de espera de 2018 a 2023, comparando períodos pré-pandemia, durante e pós-pandemia. Resultados: Durante a pandemia, a taxa de doações em relação às notificações de morte encefálica caiu de 53,6% (2019) para 45,0% (2020) e 40,3% (2021), apesar do aumento absoluto das notificações. Os transplantes diminuíram: córnea (-56,3%), esclera (-39,4%), rim (-26,5%), fígado (-29,2%) e medula óssea (-20,5%). A taxa de transplantes não realizados por contraindicações clínicas aumentou de 24,4% (2019) para 40,6% (2021). Em 2022, houve recuperação das doações, ainda abaixo dos níveis pré-pandêmicos. Conclusões: O estudo revelou os impactos da pandemia na doação e transplantes em Santa Catarina, com queda nas doações e transplantes em 2020 e 2021 e aumento concomitante das listas de espera, seguida de recuperação a partir de 2022. |