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Abstract:
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Cerca de um quarto da população apresenta infecção latente por tuberculose (ILTB),
com até 10% evoluindo para tuberculose (TB) ativa, sendo crianças particularmente
vulneráveis. O controle da ILTB é essencial para a interrupção da cadeia de
transmissão da TB, e a implementação de esquemas encurtados que favoreçam a
adesão ao tratamento representa uma das principais estratégias. O esquema 3HP (3
meses de isoniazida + rifapentina em dose semanal), incorporado no Sistema Único
de Saúde (SUS) em 2020, apresenta vantagens posológicas sobre aqueles
previamente disponíveis, tanto pelo número reduzido de doses quanto pelo menor
tempo de duração total. Dessa forma, o objetivo deste estudo é avaliar o impacto do
esquema 3HP na adesão ao tratamento contra ILTB em pacientes atendidos em um
hospital pediátrico referência em Santa Catarina. Foram avaliados prontuários de
pacientes entre 0 e 15 anos incompletos atendidos no serviço de infectologia da
instituição entre junho de 2020 março de 2024, sob o CID Z201 (Contato com e
exposição à tuberculose). Analisou-se 118 prontuários, e inclui-se aqueles com
indicação de realizar tratamento para ILTB, totalizando 69 pacientes. Dos pacientes
que receberam tratamento, 63 (91,3%) eram casos confirmados de ILTB, enquanto 6
(8,7%) receberam tratamento de maneira profilática devido ao risco de adoecimento.
Das crianças que receberam tratamento, 34 (49,3%) receberam o esquema 4R (4
meses de rifampicina em dose diária), sendo que 27 (79,4%) iniciaram o uso da
medicação. Destas, 20 completaram o tratamento, representando adesão de 71,4%.
Em 16 casos (23,1%) foi prescrito o esquema 6H (6 meses de isoniazida em doses
diárias), tendo 14 (87,5%) iniciado o uso. Concluíram o tratamento 7 casos – uma
adesão de 46,7% –; um completou o tratamento mediante ampliação do esquema
para 9H (9 meses de isoniazida em dose diária), devido a irregularidade na
administração. Dezenove (27,5%) pacientes receberam o esquema 3HP (3 meses
de isoniazida + rifapentina em dose semanal). Quinze (78,9%) iniciaram o uso do
esquema, tendo 100% completado o tratamento. Pacientes que fizeram uso de 3HP
apresentaram maior completude quando comparados aos demais, tendo a totalidade
desses concluído o tratamento para ILTB. Assim, sugere-se priorizar a prescrição do
esquema 3HP sempre que possível, como estratégia eficaz para o controle da ILTB
e consequentemente da TB. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa em Seres Humanos (parecer n
o 6.761.825). |