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Abstract:
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O malathion e diazinon são praguicidas amplamente utilizados na agricultura e para uso doméstico e veterinário para controlar pragas como cochonilhas, pulgões e pulgas. No entanto, esses compostos podem ter efeitos nocivos no sistema genital feminino em humanos e animais. Este estudo realizou uma revisão sistemática da literatura científica sobre os efeitos reprodutivos em humanos e roedores expostos ao malathion e/ou diazinon. A busca foi conduzida nas bases de dados Embase, LILACS, PubMed, SciELO, Scopus e Web of Science usando diferentes combinações dos termos “diazinon”, “malathion”, “ovary”, “uterus”, “humans”, “rats”, “mice” e “female reproduction”, acompanhados dos operadores booleanos AND ou OR. Um total de 241 artigos foram encontrados quando a busca foi realizada usando ratos ou camundongos como organismos expostos. Dentre eles, 129 foram considerados duplicados e 90 não atenderam aos critérios de elegibilidade, o que permitiu a exclusão desses artigos deste estudo. Os 22 artigos restantes foram avaliados e 10 foram descartados devido ao uso de vias de administração não aplicáveis a humanos, e os outros cinco não estavam disponíveis na íntegra. Então, sete artigos foram incluídos nesta revisão sistemática e atenderam parcialmente aos critérios ARRIVE 2.0. Os estudos em roedores foram divididos em dois subgrupos: estudos in vivo (cinco artigos) e in vitro (dois artigos). Para a busca realizada com estudos em humanos, 291 artigos foram encontrados e 134 deles foram duplicidades; assim, esses artigos foram excluídos. Dos 157 estudos restantes, 141 foram eliminados por não atenderem aos critérios de elegibilidade. Após a avaliação do texto principal de 16 artigos, apenas quatro estudos foram considerados relevantes para a revisão. Os resultados demonstraram que tanto o malathion quanto o diazinon comprometem a função reprodutiva feminina, causando alterações no ciclo estral, reduzindo a produção de hormônios ovarianos, aumentando o estresse oxidativo e gerando alterações histopatológicas nos tecidos ovarianos de roedores. Em humanos, os estudos revelaram que a exposição a esses praguicidas está associada a endometriose, alterações nos níveis de FSH e LH, além de um aumento no risco de câncer de tireoide e útero, especialmente em mulheres expostas ocupacionalmente. Adicionalmente, os estudos sugeriram que esses praguicidas interferem nos mecanismos de produção hormonal promovendo apoptose celular e autofagia em células ovarianas, o que pode comprometer a fertilidade a longo prazo. Assim, considerando o impacto negativo observado tanto no sistema genital feminino de roedores quanto em humanos, é essencial reconsiderar o uso destes praguicidas. Recomenda-se que alternativas menos nocivas sejam adotadas, visando proteger a saúde reprodutiva tanto de animais não-alvos quanto de populações humanas expostas a essas substâncias. |