Impacto da personalização de Leite Humano Pasteurizado (LHP) com Leite Materno Ordenhado (LMO) no estado nutricional de Recém-nascidos Pré-termo (RNPT) menores de 32 semanas na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN)

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Impacto da personalização de Leite Humano Pasteurizado (LHP) com Leite Materno Ordenhado (LMO) no estado nutricional de Recém-nascidos Pré-termo (RNPT) menores de 32 semanas na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN)

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Title: Impacto da personalização de Leite Humano Pasteurizado (LHP) com Leite Materno Ordenhado (LMO) no estado nutricional de Recém-nascidos Pré-termo (RNPT) menores de 32 semanas na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN)
Author: Corrêa, Leila Schumacher
Abstract: Introdução: Recém-nascidos pré-termo (RNPTs) enfrentam desafios nutricionais relevantes, como restrição de crescimento extrauterino (RCEU) e dificuldade na recuperação do peso ao nascimento (PN). O leite humano pasteurizado (LHP), indicado quando o leite materno ordenhado (LMO) não está disponível, perde parte de suas propriedades bioativas e imunológicas durante o processamento térmico. A personalização do LHP com LMO (LHP-P) surge como estratégia para restaurar o microbioma do leite e modular a microbiota intestinal. A hipótese é que a personalização do LHP com LMO possa atenuar perdas nutricionais associadas à oferta de LHP, oferecendo desfechos positivos em saúde neonatal. Objetivo: Este estudo analisou o impacto da personalização do LHP com LMO no estado nutricional de RNPTs internados em uma UTIN. Métodos: Trata-se de um estudo complementar secundário a um ensaio clínico pragmático que comparou dois grupos: um recebeu a intervenção com leite personalizado com 10% de LMO (LHP-P), enquanto o grupo controle recebeu LHP. Os desfechos primários incluíram a prevalência de RCEU e o estado nutricional na alta, avaliados por parâmetros antropométricos e tempo de recuperação do peso ao nascimento. Resultados: Foram randomizados 88 RNPTs, dos quais 37 completaram os 15 dias de protocolo no grupo controle e 36 no grupo LHP-P. A mediana da IG no nascimento foi de 29,64 semanas no grupo LHP-P e de 30 semanas no grupo controle. Quanto à classificação de peso para IG, observou-se 5% de RNPTs pequenos para a idade gestacional (PIG) no grupo LHP-P e 2,5% no grupo controle. A prática de colostroterapia foi significativamente mais prevalente no grupo LHP-P, evidenciando um potencial papel da personalização na promoção do vínculo materno e no estímulo à lactação. Embora as diferenças entre os grupos não tenham sido estatisticamente significativas, foram observados resultados possivelmente clinicamente relevantes no grupo LHP-P, com menor prevalência de RCEU, tempo mais curto para recuperação do PN e maior comprimento na alta. Ambos os grupos apresentaram uma deterioração expressiva no estado nutricional entre o nascimento e a alta hospitalar, evidenciada pela queda no escore-z de peso-para-idade. Conclusão: Não foram encontradas diferenças entre os grupos, exceto a colostroterapia. Tanto o número de RNPTs quanto a duração da colostroterapia foi maior no grupo LHP-P. No entanto, alguns dos desfechos observados no grupo LHP-P parecem ser clinicamente relevantes. Estudos futuros são necessários para aprofundar o entendimento dos efeitos a longo prazo desta intervenção, com amostras maiores e acompanhamento mais prolongado. A personalização do LHP com LMO apresenta-se como uma estratégia promissora na nutrição de RNPTs, com potencial de promover desfechos positivos em saúde neonatalIntroduction: Preterm infants face significant nutritional challenges, such as extrauterine growth restriction (EUGR) and difficulties in regaining birth weight (BW). Pasteurized human milk (PHM), recommended when mother’s own milk (MOM) is unavailable, loses part of its bioactive and immunological properties during thermal processing. The personalization of PHM with MOM emerges as a strategy to restore the milk microbiome and modulate the intestinal microbiota. The hypothesis is that PHM personalized with MOM (PHM-P) may mitigate the nutritional losses associated with PHM, offering positive outcomes in neonatal health. Objective: This study evaluated the impact of PHM personalized with MOM on the nutritional status of preterm infants admitted to a neonatal intensive care unit (NICU). Methods: This is a secondary complementary study from a pragmatic clinical trial that compared two groups: one received personalized milk with 10% MOM (PHM-P), while the control group received standard PHM. Primary outcomes included the prevalence of EUGR and nutritional status at discharge, assessed by anthropometric parameters and the time to regain BW. Results: A total of 88 preterm infants were randomized, with 37 completing the 15-day protocol in the control group and 36 in the PHM-P group. The median gestational age (GA) at birth was 29.64 weeks in the PHM-P group and 30 weeks in the control group. Regarding weight-for-GA classification, 5% of PTIs in the PHM-P group and 2.5% in the control group were small for gestational age (SGA). Colostrum therapy was significantly more prevalent in the PHM-P group, highlighting the potential role of personalization in fostering maternal bonding and promoting lactation. Although differences between the groups were not statistically significant, clinically relevant outcomes were observed in the PHM-P group, including a lower prevalence of EUGR, shorter time to regain BW, and greater length at discharge. Both groups showed a significant decline in nutritional status from birth to hospital discharge, evidenced by a drop in weight-for-age z-scores. Conclusion: No statistically significant differences were found, except for colostrotherapy. Both the number of preterms and the duration of colostrum therapy were higher in the LHP-P group. However, some outcomes observed in the LHP-P group appear to be clinically relevant. Further studies are required to deepen the understanding of the long-term effects of this intervention, with larger samples and extended follow-up. Personalization of PHM with MOM appears to be a promising strategy for preterm infants’ nutrition, with the potential to promote positive outcomes in neonatal health.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/261819
Date: 2024-12-05


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