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Abstract:
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O objetivo deste estudo foi analisar a incidência e a natureza das intercorrências durante coletas de sangue de pacientes ambulatoriais. O estudo foi realizado no laboratório de um Hospital Universitário, com aprovação pelo comitê de ética, através da observação ativa dos procedimentos de coleta de sangue e entrevistas aos pacientes, seguida da análise descritiva e estatística dos dados. Das 400 coletas de sangue acompanhadas, 288 (72%) participantes demonstraram pelo menos uma intercorrência, totalizando 453 intercorrências registradas. Entre todas as coletas foram observados um (0,2%) relato de cefaleia, três (0,7%) de escurecimento visual, sete (1,8%) de náusea, 12 (3%) de formigamento nas mãos, 12 (3%) de palidez, 14 (3,5%) de sudorese, 14 (3,5%) de fraqueza, 17 (4,2%) de formação de hematoma, 18 (4,5%) de dor no garroteamento do braço, 31 (7,8%) de repunção, 34 (8,5%) de contração muscular, 96 (24%) de ansiedade ou medo do procedimento de coleta sanguínea e 194 (48,5%) de dor na inserção da agulha durante a punção venosa. Das 453 intercorrências, 13,7% foram reações vasovagais, todas classificadas como leves, que não impactaram as atividades cotidianas dos pacientes. Destacamos a elevada ocorrência de necessidade de repunção, um indicador da qualidade da flebotomia frequentemente negligenciado. Foram identificadas algumas correlações entre os tipos de intercorrências e características específicas da coleta, confirmando observações práticas dos profissionais. Os achados destacam a importância do treinamento adequado dos flebotomistas para identificar e manejar essas situações, promovendo uma coleta de sangue mais segura e eficaz. |