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Abstract:
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Introdução: A realização correta de manobras de reanimação cardiopulmonar
(RCP) e desengasgo na infância aumenta as taxas de sobrevida dos acometidos. Assim,
desenvolveu-se um projeto de extensão para capacitar professores da educação infantil
sobre tais manobras Objetivo: Determinar se a capacitação para manobras de RCP e
desengasgo modifica o conhecimento e a percepção de autoeficácia dos professores da
educação infantil. Método: Estudo experimental com coleta de dados primários, com
professores de cinco Núcleos de Educação Infantil de uma cidade. Inicialmente, os
professores respondiam questionários (pré-teste) sobre PCR e Engasgo e sua percepção
de segurança sobre esses assuntos (questionário de autoeficácia). Após, assistiam uma
videoaula sobre os temas. Na sequência, foram divididos, aleatoriamente, em 2 grupos:
Grupo Vídeo (GV) e Grupo Vídeo-prática (GVP). Logo após a aula, o primeiro,
respondia o pós-teste, com as mesmas perguntas do pré-teste e recebia o treinamento
prático; o segundo, recebia o treinamento prático e, em seguida, respondia o pós-teste.
Analisamos as variáveis numéricas paramétricas descritas como média e desvio padrão
(DP). Os dados foram armazenados e analisados pelo Microsoft Excel®. Resultados:
No período entre novembro de 2023 e maio de 2024, 88 professores foram incluídos.
Observou-se que a faixa etária predominante foi de 20 à 39 anos, os quais 60,4%
revelaram já ter recebido treinamento em engasgo e 47,5% em PCR. Nos questionários
de Engasgo e PCR, as médias do grupo V foram de 7,1 e 5,5, no pré-teste, e de 8,5 e 7,4
no pós-teste, respectivamente; enquanto que no grupo VP foram de 8,0 e 5,8 antes da
capacitação, e de 8,9 e 8,0, após, respectivamente. Sobre o questionário de autoeficácia,
a menor média do grupo V antes e depois da capacitação foi de 3,0 para 6,8, enquanto
que no grupo VP foi de 3,6 para 8,5. Discussão: Os resultados revelam melhora
expressiva nas notas de ambos os grupos, tanto nos testes de conhecimento, quanto nos
de autoeficácia, mas sem grandes diferenças observadas nas médias pós-teste entre os
grupos V e VP, com aparente ganho homogêneo de conhecimento. Conclusão: A
atividade de extensão proporcionou maior autoconfiança e ganho de conhecimento em
ambos os temas abordados, de modo mais significativo no grupo que recebeu
treinamento prático associado. |