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Introdução: Pacientes críticos pela COVID-19, tendem a desenvolver a síndrome
respiratória aguda (SRAG), ocasionando a necessidade de suporte ventilatório, como a
intubação orotraqueal (IOT). O processo de IOT pode ocasionar comprometimento da
sensibilidade e mobilidade laringofaríngea, podendo levar a sintomas como a disfagia
orofaríngea. Objetivo: Verificar se pacientes com COVID-19 que necessitam de intubação
orotraqueal por mais tempo e/ou traqueostomia, apresentam pior funcionalidade de
deglutição, comparados aos pacientes sem COVID-19. Metodologia: Estudo observacional
analítico transversal, a ser realizado com paciente internados, atendidos pela Fonoaudiologia
em Unidade de Terapia Intensiva no ano de 2021, com e sem diagnóstico de COVID-19, no
Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa
Catarina (HU - UFSC/EBSERH). A deglutição orofaríngea foi classificada de acordo com a
escala de funcionalidade proposta pela American Speech Hearing Association National
Outcome Measurement System - ASHA NOMS. Foram analisados dados referentes à doença
de base, motivo da internação, sexo, idade, comorbidades, tempo de intubação orotraqueal,
tempo de decanulação, tempo de via alternativa de alimentação. Resultados: O estudo
envolveu 143 participantes, dos quais 85 tinham COVID-19 e 58 não. A maioria dos
participantes de ambos os grupos era do sexo masculino (grupo COVID-19 = 55,3%; grupo
sem COVID-19 = 51,7%; p = 0,674). Em relação à faixa etária, o grupo COVID-19 tinha
mais pessoas entre 40 e 49 anos (31,8%), enquanto o grupo sem COVID-19 tinha uma maior
proporção de pessoas entre 50 e 59 anos (31,0%), embora sem diferença estatisticamente
significativa (p = 0,217). Foram observadas correlações significativas entre as escalas ASHA
e FOIS com o tempo de intubação (IOT) em ambos os grupos, indicando que um maior tempo
de IOT estava associado a pontuações mais baixas nas escalas, sugerindo piores resultados na
função de deglutição. Além disso, foram identificadas diferenças nas comorbidades entre os
grupos, com uma maior prevalência de obesidade no grupo COVID-19 e uma maior
frequência de doenças psiquiátricas no grupo sem COVID-19. |
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