Programa Ecológico de Longa Duração (PELD-BISC)

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Programa Ecológico de Longa Duração (PELD-BISC)

 

A ecologia histórica da Serra Catarinense mostra que os distúrbios sobre seus ecossistemas vêm acontecendo há milênios, via manejo da floresta de araucárias ou via distúrbios causados pelo fogo e herbivoria da megafauna no passado e gado no presente sobre os campos de altitudes. Mas atualmente, há uma grande discussão de como o manejo do fogo e da herbivoria pelo gado pode ajudar na gestão destes ecossistemas. O conhecimento da biodiversidade, das funções e processos ecossistêmicos envolvidos na dinâmica e usos pretéritos e atuais são aspectos cruciais para conservação. Entretanto, devido a falta de estudos em longo prazo, ainda não temos informações suficientes para avaliar o quanto as perturbações podem ser promotoras, mantenedoras ou impactantes da biodiversidade do planalto sul brasileiro. Estes são aspectos fundamentais para embasar a tomada de decisões relacionadas às políticas públicas de conservação. Desta forma, queremos entender como as mudanças no uso da terra (e.g. pastoreio, histórico de queimadas) e outros fatores relacionados às mudanças ambientais, tais como eventos climáticos extremos (e.g. secas prolongadas, frio ou calor extremos) e invasão por espécies exóticas influenciam a estrutura dos ecossistemas terrestres e aquáticos e seus serviços ecossistêmicos ao longo de gradientes ambientais e altitudinais em duas UCs do Estado de Santa Catarina. Especificamente pretendemos: 1) predizer os efeitos de fatores relacionados ao uso do solo, gradiente de altitude e eventos climáticos sobre interações biológicas e diversidade da fauna, flora e funga em parcelas permanentes instaladas em diferentes regiões do sítio PELD; 2) compreender os processos históricos, através de fatores humanos e edáficos, registrados na paisagem campestre e florestal; 3) avaliar experimentalmente os efeitos da promoção ou impedimento de distúrbios (fogo e pastejo) sobre a diversidade e dinâmica das comunidades de organismos e do solo; 4) avaliar experimentalmente o efeito da ordem de chegada de diferentes grupos funcionais de espécies vegetais para a restauração de áreas degradadas; e 5) promover atividades e ações de divulgação científica para diferentes tipos de público, valorizando as relações entre ciência e arte, alcançando amplos setores da sociedade, com apoio de especialistas, grupos e instituições que atuam nas áreas de educação formal e não formal. Assim, inventários e monitoramentos de grupos taxonômicos em parcelas permanentes e implementação de experimentos controlados nos permitirão compreender as respostas ecológicas e o grau de vulnerabilidade da biodiversidade local frente aos efeitos de mudanças na paisagem a médio e longo prazo, como também o funcionamento ecossistêmico e processos geradores (e.g. interações ecológicas), mantenedores (fogo e gado) e que impactam (espécies exóticas invasoras, fogo e gade que impactam (espécies exóticas invasoras, fogo e gado) a biodiversidade catarinense.

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http://www.fapesc.sc.gov.br/pesquisa-de-longa-duracao-gera-e-transmite-conhecimento-sobre-biodiversidade-de-santa-catarina/

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