Saúde de corais: acompanhamento temporal de colônias de Siderastrea stellata (Verril 1868) no Atol das Rocas – Brasil

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Saúde de corais: acompanhamento temporal de colônias de Siderastrea stellata (Verril 1868) no Atol das Rocas – Brasil

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Título: Saúde de corais: acompanhamento temporal de colônias de Siderastrea stellata (Verril 1868) no Atol das Rocas – Brasil
Autor: Gaspar, Tainá Luchese
Resumo: O Atol das Rocas é um dos sítios insulares monitorados pelo Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração – Ilhas Oceânicas, sendo sua Reserva Biológica considerada uma das unidades de conservação mais efetivas do Brasil. Localizado a 266 km da costa da cidade de Natal – RN, o Atol caracteriza-se como um sistema próximo ao prístino e isolado de influências humanas diretas, onde impactos ambientais globais podem ser estudados sem o sinergismo dos distúrbios encontrados na zona costeira. Mesmo sendo um dos menores do mundo, o Atol das Rocas apresenta a geomorfologia característica dos demais atóis, incluindo entre outras feições, piscinas naturais. As piscinas do Atol das Rocas se dividem em fechadas, com baixa ação hidrodinâmica e cuja conexão com o oceano é restrita à maré alta e as piscinas abertas que estão ligadas constantemente com o oceano e apresentam alto hidrodinamismo. O complexo recifal se destaca pela sua formação majoritariamente composta por algas calcárias, gastrópodes vermetídeos e foraminíferos incrustantes, e em menor proporção por corais, dos quais a espécie Siderastrea stellata é dominante. O presente estudo monitorou a saúde das colônias de S. stellata através de indicadores de saúde dos corais que são: área viva das colônias, áreas com sobrecrescimento de algas, áreas com alteração de coloração e número de bioerodidores. Em maio de 2013 cinquenta colônias de S. stellata foram marcadas e até 2018 foram anualmente acompanhadas através de fotografias subaquáticas e fotoquadrados. Para avaliar a variação espacial dos diferentes ambientes, foram amostradas, nas piscinas abertas Falsa Barreta, Salão e Podes Crer respectivamente 11, 11 e 10 colônias. Enquanto nas piscinas fechadas Âncoras e Cemitério foram monitoradas nove colônias em cada. No total foram analisadas 290 fotografias através do programa PhotoQuad, cujos dados foram tratados e analisados estatisticamente no Excel. Com base nestas planilhas calculou-se a taxa de crescimento ou encolhimento das colônias ao longo do tempo, a frequência de alteração de coloração por piscina a cada ano, além do número de bioerodidores, sobrecrescimento e alteração de coloração relativa à área viva das colônias. De maneira geral a taxa média de crescimento mostrou-se negativa para todas as piscinas, entretanto analisando apenas o indicador área viva, as piscinas abertas apresentaram um encolhimento menor que as fechadas. O sobrecrescimento por algas aumentou ao longo do tempo em todas as piscinas, mas similar a área viva, teve um aumento menor nas piscinas abertas. Isto supõe uma condição de saúde melhor das colônias das piscinas abertas em detrimento das fechadas. Em relação às alterações de coloração, foi observado um pico neste indicador de saúde no ano de 2016, principalmente nas piscinas abertas Falsa Barreta e Podes Crer, o que pode estar associado ao forte evento de El Niño de 2015-2016. Entretanto ratificando a suposição das piscinas abertas serem mais saudáveis, em 2017, as colônias antes com coloração alterada já estavam recuperadas. Conclui-se que o sistema recifal apresenta ampla variação temporal no estado de saúde do coral S. stellata, além da variação espacial entre as piscinas abertas e fechadas. Além disto, a espécie se mostrou útil para diagnosticar a saúde do sistema recifal e sua variação espaço temporal, uma vez que seus indicadores de saúde responderam à influência hidrodinâmica e ao evento climático de 2015-2016. Os resultados encontrados sugerem que a espécie Siderastrea stellata apresenta grande dinâmica e capacidade de recuperação, o que, portanto confere ao sistema recifal alta resiliência.
Descrição: TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. Oceanografia
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/192094
Data: 2018-11-19


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