Conhecimento e uso de plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Ribeirão da Ilha – Florianópolis/SC.

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Conhecimento e uso de plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Ribeirão da Ilha – Florianópolis/SC.

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina pt_BR
dc.contributor.advisor Hanazaki, Natalia
dc.contributor.author Leal, Mayana Lacerda
dc.date.accessioned 2017-04-12T20:47:31Z
dc.date.available 2017-04-12T20:47:31Z
dc.date.issued 2015-08-10
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/174789
dc.description TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia. pt_BR
dc.description.abstract As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) podem servir como alimento para as pessoas, no entanto, de uma maneira geral, não são ou são pouco usadas para essa finalidade. Considerando o sistema agrícola atual, no qual um número muito restrito de plantas está disponível para comercialização, as PANC possuem potencial de diversificar e melhorar a qualidade nutricional alimentar. O objetivo desse estudo foi investigar o conhecimento e o uso atual e passado de PANC por moradores antigos do Ribeirão da Ilha, distrito de Florianópolis, Santa Catarina. Para tal, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e listagens livres com 26 moradores do Ribeirão que tinham contato com os recursos vegetais da região. Turnês guiadas e checklists com imagens de plantas foram realizados para a confirmação taxonômica das espécies. Os entrevistados têm entre 56 e 89 anos e moram há pelo menos 40 anos no distrito. Houve redução no cultivo (35%) e na coleta (42%) de plantas. Dentre os motivos que levaram os entrevistados a interromperem o cultivo, os problemas de saúde (5) e a redução do espaço para o cultivo (4) foram os mais citados. As principais causas que levaram à interrupção da coleta de recursos vegetais foram o desaparecimento/diminuição dos recursos (5) e a perda de interesse dos entrevistados (4). Dentre 427 citações foram identificadas 65 espécies e seis gêneros distribuídos em 25 famílias botânicas, das quais as mais citadas foram Myrtaceae (14), Arecaceae (8) e Fabaceae (7). As espécies mais citadas foram coco-de-cachorro (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman) (12), ameixa-amarela (Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.) (11), pitanga (Eugenia uniflora L.) (10) e bacupari (Garcinia gardneriana Planch. & Triana Zappi) (10). Das espécies citadas, 70% são nativas do Brasil, demonstrando que os recursos autóctones têm boa representatividade local e possuem um importante papel na diversificação alimentar da comunidade. A parte mais consumida pelos moradores foi o fruto (82%) e a principal forma de consumo foi in natura (82%). De todas as PANC citadas, 44% não são utilizadas pelos moradores atualmente. O afastamento dessas práticas é um risco potencial à transmissão do conhecimento tradicional para as próximas gerações e da sua manutenção nessas comunidades. Medidas para a ampliação do conhecimento sobre PANC são importantes para a divulgação dessas plantas e o incentivo ao seu consumo como alternativa para uma alimentação com recursos locais, diversos e sem agrotóxicos, bem como proposta para redução dos gastos e melhoria da qualidade de vida da população. pt_BR
dc.format.extent 90 p. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC. pt_BR
dc.subject Etnobotânica pt_BR
dc.subject Conhecimento tradicional pt_BR
dc.subject Segurança alimentar pt_BR
dc.title Conhecimento e uso de plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Ribeirão da Ilha – Florianópolis/SC. pt_BR
dc.type TCCgrad pt_BR
dc.contributor.advisor-co Alves, Rubana Palhares


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TCC - mayana lacerda leal.pdf 16.90Mb PDF View/Open

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