Conhecimento e uso de plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Ribeirão da Ilha – Florianópolis/SC.
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Title:
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Conhecimento e uso de plantas alimentícias não convencionais (PANC) no Ribeirão da Ilha – Florianópolis/SC. |
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Author:
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Leal, Mayana Lacerda
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Abstract:
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As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) podem servir como alimento para as pessoas, no entanto, de uma maneira geral, não são ou são pouco usadas para essa finalidade. Considerando o sistema agrícola atual, no qual um número muito restrito de plantas está disponível para comercialização, as PANC possuem potencial de diversificar e melhorar a qualidade nutricional alimentar. O objetivo desse estudo foi investigar o conhecimento e o uso atual e passado de PANC por moradores antigos do Ribeirão da Ilha, distrito de Florianópolis, Santa Catarina. Para tal, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e listagens livres com 26 moradores do Ribeirão que tinham contato com os recursos vegetais da região. Turnês guiadas e checklists com imagens de plantas foram realizados para a confirmação taxonômica das espécies. Os entrevistados têm entre 56 e 89 anos e moram há pelo menos 40 anos no distrito. Houve redução no cultivo (35%) e na coleta (42%) de plantas. Dentre os motivos que levaram os entrevistados a interromperem o cultivo, os problemas de saúde (5) e a redução do espaço para o cultivo (4) foram os mais citados. As principais causas que levaram à interrupção da coleta de recursos vegetais foram o desaparecimento/diminuição dos recursos (5) e a perda de interesse dos entrevistados (4). Dentre 427 citações foram identificadas 65 espécies e seis gêneros distribuídos em 25 famílias botânicas, das quais as mais citadas foram Myrtaceae (14), Arecaceae (8) e Fabaceae (7). As espécies mais citadas foram coco-de-cachorro (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman) (12), ameixa-amarela (Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.) (11), pitanga (Eugenia uniflora L.) (10) e bacupari (Garcinia gardneriana Planch. & Triana Zappi) (10). Das espécies citadas, 70% são nativas do Brasil, demonstrando que os recursos autóctones têm boa representatividade local e possuem um importante papel na diversificação alimentar da comunidade. A parte mais consumida pelos moradores foi o fruto (82%) e a principal forma de consumo foi in natura (82%). De todas as PANC citadas, 44% não são utilizadas pelos moradores atualmente. O afastamento dessas práticas é um risco potencial à transmissão do conhecimento tradicional para as próximas gerações e da sua manutenção nessas comunidades. Medidas para a ampliação do conhecimento sobre PANC são importantes para a divulgação dessas plantas e o incentivo ao seu consumo como alternativa para uma alimentação com recursos locais, diversos e sem agrotóxicos, bem como proposta para redução dos gastos e melhoria da qualidade de vida da população. |
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Description:
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TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia. |
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URI:
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https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/174789
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Date:
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2015-08-10 |
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