Abstract:
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Introdução: O bruxismo é caracterizado pelo excessivo apertamento e/ou ranger dos dentes, e assim como os hábitos orais deletérios, pode ocasionar danos ao sistema estomatognático, pois geram desequilíbrio entre as forças musculares externas e internas. Objetivo: Verificar a ocorrência do bruxismo cêntrico e excêntrico em crianças com e sem hábitos orais deletérios. Métodos: Os dados foram coletados através da aplicação de um questionário aos pais e/ou responsáveis por 34 crianças, na faixa etária de 2 a 12 anos de idade, de ambos os gêneros, em atendimento no Estágio Supervisionado da Criança e do Adolescente do Curso de Odontologia (ESCA I e II), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para análise utilizou-se o programa Statistica 9.0. e para a comparação das variáveis categóricas entre si foi aplicado o Teste Qui-Quadrado, com posterior a análise de resíduos, quando necessário. Foi considerado nível de significância de 5%. Resultados: Das 34 crianças, 91,17% apresentaram hábitos de sucção, 32,35% onicofagia, 38,23% hábitos de morder, 52,94% bruxismo com a prevalência do bruxismo cêntrico (41,17%). Crianças com hábitos de sucção (91,17%), 22,58% tinham bruxismo cêntrico e 45,16% excêntrico, já as sem hábitos de sucção (8,82%), apenas uma tinha bruxismo cêntrico. Crianças que faziam somente o uso de mamadeira apresentaram 33,33% bruxismo cêntrico e 22,22% excêntrico. Crianças que faziam ouso associado de mamadeira e chupeta, apresentaram bruxismo cêntrico (15,38%) e excêntrico (53,84%). A associação do uso de mamadeira, sucção digital e uso de chupeta encontrou-se 20% de bruxismo cêntrico e 80% excêntrico. Crianças com onicofagia apresentaram 33,33% bruxismo cêntrico e 50% excêntrico, enquanto as crianças sem onicofagia 30,76% tinham bruxismo cêntrico e 36,36% excêntrico. Os hábitos de morder, apresentaram 23,07% bruxismo cêntrico e 46,15% excêntrico, as crianças que não tinham hábitos de morder, 23,80% possuíam bruxismo cêntrico e 38,09% excêntrico. Notou-se diferença significativa apenas entre dores faciais e hábitos de morder, sendo que os outros hábitos apresentados não apresentaram significância. Conclusão: A grande maioria das crianças possuía algum tipo de hábito de sucção, e mais da metade das crianças tinham bruxismo, com prevalência do bruxismo excêntrico. Não se constatou, porém, significância estatística na ocorrência de bruxismo em nenhum dos hábitos, somente na presença de dores faciais em crianças que possuíam hábitos de morder e bruxismo. |