Papel dos glicocorticoides no condicionamento olfatório aversivo promovido pelo pentilenotetrazol

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Papel dos glicocorticoides no condicionamento olfatório aversivo promovido pelo pentilenotetrazol

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Título: Papel dos glicocorticoides no condicionamento olfatório aversivo promovido pelo pentilenotetrazol
Autor: Cavalli, Juliana
Resumo: Quando organismos entram em contato com uma fonte de perigo, uma ameaça ou uma situação desagradável, mecanismos comportamentais e neuroendócrinos de defesa são ativados para proteger e reduzir possíveis danos ao indivíduo. Após um evento estressante, hormônios como a corticosterona são liberados em grandes quantidades, modulando processos de memória e aprendizado relacionados ao evento traumático. Concentrações muito baixas de corticosterona também têm demonstrado interferir nos processos de formação e expressão de memórias aversivas. Para compreender os mecanismos envolvidos na formação e expressão destas memórias, muitos estudos têm utilizado condicionamentos aversivos como modelo experimental. No presente estudo, o pentilenotetrazol (PTZ) foi empregado como um estímulo aversivo relevante (estímulo incondicionado; EI) e apresentado em associação com um odor neutro (estímulo condicionado 1; EC1) para promover o condicionamento olfatório aversivo (COA). Desta forma, o propósito do presente estudo foi verificar o papel do glicocorticoide exógeno, dexametasona, na formação e na expressão da memória aversiva condicionada ao odor (condicionamento de 1ª ordem) promovida pelo PTZ e condicionada ao contexto (condicionamento de 2ª ordem) promovida pelo odor condicionado. Para isto, a dexametasona, um agonista seletivo dos receptores glicocorticoides (GR), foi administrada 60 min antes da aquisição e da expressão do COA e/ou do condicionamento contextual aversivo (CCA). Os resultados obtidos demonstraram que os níveis baixos de corticosterona, induzidos pela supressão do eixo HPA por dexametasona, foram capazes de prejudicar tanto a formação como a expressão da memória aversiva condicionada ao odor. Entretanto, embora a dexametasona tenha prejudicado a formação da memória contextual aversiva, a dexametasona não foi capaz de impedir a expressão da resposta defensiva frente ao contexto condicionado. Ainda, quando o CCA já foi estabelecido e a dexametasona foi administrada antes da expressão da resposta defensiva condicionada ao contexto, não se observou quaisquer prejuízos na expressão da resposta defensiva frente ao contexto. Entretanto, ao se injetar dexametasona 60 min antes da aquisição e da expressão do CCA (condicionamento de 2ª ordem), a expressão da resposta defensiva relacionada ao contexto condicionado (teste EC2) foi prejudicada. Assim, o presente trabalho demonstrou que a dexametasona é capaz de prejudicar a aquisição/formação e a expressão da memória olfatória aversiva promovida pelo PTZ. Entretanto, o prejuízo na expressão da resposta defensiva relacionada ao contexto condicionado (condicionamento de 2ª ordem) foi observado apenas quando a dexametasona foi administrada antes da aquisição e da expressão da memória contextual aversiva, evidenciando diferenças sutis entre o processamento da memória aversiva de 1ª e 2ª ordem neste modelo experimental. <br>
Descrição: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Florianópolis, 2013
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/107509
Data: 2013


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