O comportamento dos custos das empresas brasileiras listadas na BM&FBOVESPA entre 1994 e 2011

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O comportamento dos custos das empresas brasileiras listadas na BM&FBOVESPA entre 1994 e 2011

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Título: O comportamento dos custos das empresas brasileiras listadas na BM&FBOVESPA entre 1994 e 2011
Autor: Richartz, Fernando
Resumo: Por meio de um estudo do tipo levantamento, o presente trabalho tem como objetivo verificar como se comportam os custos das empresas brasileiras listadas na BM&FBOVESPA entre 1994 e 2011. Para tal, coletam-se diversas informações econômico-financeiras disponíveis na forma de relatórios, mas que ainda não receberam qualquer análise estatística, para uma análise longitudinal que compreende um período de 18 anos. Os resultados se apresentam em dois eixos principais, em que o primeiro indica tendências do comportamento dos custos e o segundo analisa a simetria dos mesmos. Em relação ao primeiro eixo de análise, observa-se que as empresas melhoraram a eficiência operacional durante o período estudado, seja pela redução dos custos ou pelo aumento das receitas. Além disso, o Custo dos Produtos Vendidos - CPV apresenta forte tendência de queda; as Despesas de Vendas se relacionam diretamente com o ramo de atividade (bens essenciais ou monopólio, por exemplo); as Despesas Administrativas apresentam leve tendência de queda e as Despesas Financeiras não apresentam qualquer tendência no decorrer dos anos analisados. Em relação aos Sticky Costs (segundo eixo de análise), quando se realiza uma análise geral com todas as empresas, a teoria proposta por Anderson, Banker e Janakiraman (2003) é parcialmente aplicável, uma vez que, para níveis de variação de receitas de até 10% os Sticky Costs se confirmam. Assim, para cada 1% de aumento da Receita Líquida de Vendas - RLV o CPV aumenta 0,96%, e quando esta mesma RLV diminui 1% o CPV reduz em 0,92%, ou seja, o aumento é maior do que a redução dos custos para variações de receitas do mesmo nível. Porém, para as variações de receitas superiores a 10% a situação se inverte e o CPV diminui 0,89% para uma redução de 1% da RLV, e aumenta 0,83% para cada 1% de aumento da RLV. Ressalta-se que as análises por Setores e Subsetores apresentam resultados semelhantes. Por fim, conclui-se que as empresas brasileiras objeto do estudo apresentam vantagem em custos somente para variações nas receitas superiores a 10%, uma vez que acima deste nível o CPV diminui mais quando a RLV diminui, do que uma situação inversa. Por outro lado, para variações de até 10% da RLV, na maioria dos Setores, o CPV aumenta mais que a RLV, o que resulta em margem negativa <br>
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio Econômico, Programa de Pós-graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2013.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/107255
Data: 2013


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