Percepção da interação criança-natureza por cuidadores no Parque Municipal da Lagoa do Peri, em Florianópolis, Santa Catarina

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Percepção da interação criança-natureza por cuidadores no Parque Municipal da Lagoa do Peri, em Florianópolis, Santa Catarina

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Título: Percepção da interação criança-natureza por cuidadores no Parque Municipal da Lagoa do Peri, em Florianópolis, Santa Catarina
Autor: Peres, Patrícia Maria Schubert
Resumo: Estudos vêm mostrando que o contato com a natureza, através de espaços como os parques urbanos, traz benefícios à saúde física e mental das crianças. A percepção dos cuidadores constitui um dos fatores que intervêm na relação da criança com os espaços abertos, pois estes podem percebê-los de forma positiva, como lugares que oferecem oportunidades de lazer, e/ou negativamente, como áreas que oferecem riscos à saúde física da criança. Com o objetivo de conhecer a percepção de cuidadores sobre a relação criança-natureza em um parque urbano, foram entrevistados pessoalmente 105 cuidadores no Parque Municipal da Lagoa do Peri (PMLP), em Florianópolis (Santa Catarina). Um roteiro com perguntas abertas e fechadas sobre 27 affordances foi elaborado com o objetivo de identificar: (1) as affordances percebidas como possíveis de serem acessadas no PMLP, (2) os lugares onde as affordances poderiam ser acessadas por crianças, (3) as affordances permitidas e não permitidas de serem acessadas no PMLP e (4) as razões para cuidadores não permitirem o acesso às affordances. O tratamento dos dados para as perguntas fechadas envolveu análise estatística descritiva com auxílio do programa Statistical Package for Social Science e, para as perguntas abertas, análise de conteúdo por critério léxico. Os resultados mostram que cuidadores tendem a perceber o Parque como um lugar que possui qualidades ambientais que favorecem uma diversidade de affordances às crianças. Os lugares evocados pelos cuidadores para as affordances percebidas envolveram recursos do Parque como árvore, areia, grama, toco, barranco, sombra e pedra, e subáreas como lagoa, orla, área da churrasqueira e corredores. Entre 20% e 40% dos cuidadores não permitiriam que crianças utilizassem as affordances olhar de cima, subir, pendurar-se, pular do alto, atirar pedras, mexer com animais e plantas. As razões apontadas por eles para justificar a restrição do acesso às affordances estão primeiramente relacionadas ao perigo que representam à saúde física da criança; segundo, à saúde física dos outros frequentadores do Parque; terceiro, à conservação da natureza, e; por último, à falta de habilidade da criança. Conclui-se que os cuidadores percebem o PMLP como um lugar que propicia diversas atividades às crianças e que eles são potenciais incentivadores da relação criança-natureza. <br>Abstract : Open spaces such as urban parks are places that offer children?s contactwith nature and studies show that the use of these spaces is beneficial tochildren?s physical and mental health. The caregivers? perception is oneof the factors that intervene in children?s relationship with open spaces,since caregivers may perceive them positively as places that offerrecreation opportunities, and/or negatively, as places that offer risks tochildren?s physical integrity. Aiming to know caregivers? perception onchildren?s relationship with nature in an urban park, 105 caregivers wereinterviewed face-to-face at the Parque Municipal da Lagoa do Peri(PMLP), in Florianópolis (Santa Catarina). The researcher elaboratedan open-ended questionnaire covering 27 affordances in order toidentify (1) affordances perceived as possible to be accessible bychildren at the PMLP, (2) places where affordances could be accessibleto children, (3) affordances allowed and not allowed to be accessed atthe PMLP and (4) reasons for caregivers not allowing access toaffordances. The closed questions? responses were analyzed throughdescriptive statistics using Statistical Package for Social Science and thecontent of the open questions was organized in categories using lexicalcriteria. The results show that caregivers tend to perceive the Park as aplace that holds environmental qualities that offer a diversity ofaffordances to children. The places evoked by caregivers werecategorized as resources such as tree, sand, grass, log, slope, shadowand rock, and as sub-areas such as lagoon, waterfront, barbecue area andcorridors. From 20% to 40% of the caregivers would not allow childrento access affordances such as, looking out from, climbing in, hanging in,jumping-down-from, throwing, using animals and using plants to play.The reasons pointed out by parents to restrict the use of theseaffordances by children are first related to physical danger theyrepresent for children themselves; secondly, to danger to others; thirdly,to threatening to nature and; lastly, to children?s lack of ability. Inconclusion, since caregivers perceive the PMLP as a place that offers adiversity of activities to children and allow the access to most of theaffordances, they are potential promoters of children's relationship with nature.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2013.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/107221
Data: 2013


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