Sob o signo de Tanatos: a imposição do conceito de pulsão de morte na metapsicologia freudiana

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Sob o signo de Tanatos: a imposição do conceito de pulsão de morte na metapsicologia freudiana

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Título: Sob o signo de Tanatos: a imposição do conceito de pulsão de morte na metapsicologia freudiana
Autor: Souza, André Moraes
Resumo: O problema da imposição do conceito de pulsão de morte na metapsicologia freudiana é colocado aqui sob uma dupla perspectiva. A primeira delas trata das cinco psicanálises, ou seja, de como o conceito de pulsão de morte se insinua nas entrelinhas dos cinco maiores relatos de caso clínico produzidos pela pena de Freud. A segunda perspectiva inclui a primeira, colocando-a diante de um horizonte de vastidão ampla. Envolvendo os primeiros trabalhos de Freud, bem como fragmentos de sua correspondência com Fliess, esta segunda perspectiva trata do problema da pulsão de morte desde as origens da metapsicologia até a sua derradeira aceitação epistêmica por Freud em 1920. Nesse sentido, ao longo do percurso traçado neste trabalho de dissertação, trabalha-se com os conceitos de narcisismo, libido, pulsão, bem como os diversos problemas patentes nesses artigos de metapsicologia. São eles: o caráter especulativo da pulsão de morte, a questão monismo versus dualismo, das manifestações clínicas até a metapsicologia da pulsão de morte e, finalmente, repensar o conceito de pulsão a partir do conceito de pulsão de morte. Quando o itinerário metapsicológico trilhado neste trabalho de dissertação chega a termo, conclui-se que o conceito de pulsão de morte pela necessidade de se afirmar o dualismo pulsional e defender o valor da especulação ? que até então fora rejeitada por Freud. Além disso, percebe-se uma freqüente recorrência à arte ? sobretudo à literatura ? por parte de Freud, tão frequente quanto sua recorrência à ciência. O que demonstra o aspecto interdisciplinar da psicanálise, bem como a dupla inscrição do autor Freud no campo da epistemologia: arte e ciência, lado a lado, guiam os seus passos na escuridão. Um lugar insondável sobre o qual é possível falar apenas a partir de interrogações ? sementes dos conceitos básicos ou fundamentais ? em vez de dados. E o dualismo pulsional é a chave para entender este lugar. Consistindo numa oposição entre uma pulsão sexual e outra não sexual, o dualismo pode ser entendido ? a partir dos trabalhos de Garcia-Roza sobre este tema ? como um dualismo de modos, em vez de um dualismo de natureza das pulsões. O que não é pouca coisa, uma vez que seu exame detalhado colocou por terra as tentativas de explicação clara e concisa empenhadas pelos herdeiros de Freud. <br>
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2013.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/106875
Data: 2013


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