O movimento trabalhista na UFSC sob a luz do novo sindicalismo no Brasil: a experiência dos trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFSC

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O movimento trabalhista na UFSC sob a luz do novo sindicalismo no Brasil: a experiência dos trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFSC

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Título: O movimento trabalhista na UFSC sob a luz do novo sindicalismo no Brasil: a experiência dos trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFSC
Autor: Wagner, Maria Nazaré
Resumo: A influência do Novo Sindicalismo no Brasil sobre a organização política dos trabalhadores técnico-administrativos em educação (TTAEs) da Universidade Federal de Santa Catarina é o tema central deste estudo. A transição política lenta, gradual e ?irrestrita?: apresentada pelos militares do grupo do general Ernesto Geisel, presidente da República na época, criou a possibilidade para que as organizações de classe se organizassem em todo o Brasil. Contraditoriamente, nas universidades brasileiras, fóruns críticos de discussão sobre a política de repressão do regime militar e sobre a crise dos anos 1970/1980 e suas consequências sobre as condições de vida da classe trabalhadora, promoveu-se a obediência dos trabalhadores ao Estado, tanto nas relações de trabalho como nas relações políticas com a administração central da instituição. Essa administração, em obediência às duas primeiras máximas da abertura política, tomou uma atitude lenta e gradual, impedindo que mudanças maiores ocorressem no comportamento político dos TTAEs da UFSC. A persistência e a colaboração da administração da UFSC em não deixar que o grupo de oposição chegasse ao poder na Associação dos Servidores da UFSC (ASUFSC) e a transformasse em uma entidade de classe, política e autônoma em relação ao governo geraram o Movimento Alternativa Independente. O que diz respeito à luta por direitos e participação dos trabalhadores da UFSC na busca constante pela cidadania é o pano de fundo do movimento de resistência que chegou ao poder na ASUFSC apenas em 1989 e logo tratou de fundar o Sindicato dos Trabalhadores da UFSC (SINTUFSC). <br>Abstract : The central theme of this paper is the influence of the New Syndicalism in Brazil movement on the political organization of the education management workers (the TTAE's) at the Federal University of Santa Catarina (UFSC). The slow, step-by-step and ?boundless? political transition: presented by the military, along with General Ernesto Geisel, president of Brazil at the time, it created a nation-wide possibility for class organization. The brazilian universities, which had always been critical of the military's opressive statism and of the 1970's-80's crisis, along with its consequences on the working class living conditions, now promoted working class obedience towards the state, not only as in workplace relations but also political relations via the central management of the institution. This new administration, in accordance with the two maxims of Brazil's political opening, adopted a slow and gradual pacing, preventing greater changes from occurring in the political behaviour of the federal university's TTAE's. The persistance and collaboration within UFSC's administration applied to preventing the opposition from reaching power over the Servers' Association (ASUFSC), turning it into a class entity, political and autonomous towards the government, are the main causes that generated the Alternative Independent Movement. The plight for rights and active participation of UFSC employees in the constant seeking of social justice is the background of the resistance movement that finally reached power over the ASUFSC in 1989, and subsequently founded the Worker's Syndicate of UFSC (SINTUFSC).
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, 2013.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/106867
Data: 2013


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