Caracterização da oligopeptidase B (OpB) de Trypanosoma rangeli

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Caracterização da oligopeptidase B (OpB) de Trypanosoma rangeli

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Título: Caracterização da oligopeptidase B (OpB) de Trypanosoma rangeli
Autor: Coelho, Carolina Marin Rocha
Resumo: O Trypanosoma (Herpetosoma) rangeli é um protozoário hemoflagelado de ciclo heteroxênico. Apesar de não ser patogênico para o hospedeiro mamífero, incluindo seres humanos, infecções por este parasito podem dificultar o diagnóstico da doença de Chagas. Vários aspectos relativos ao curso da infecção do T. rangeli no hospedeiro mamífero são controversos, incluindo o mecanismo de invasão e multiplicação celular neste hospedeiro. A enzima Oligopeptidase B (OpB) está fortemente relacionada com o processo de invasão celular e patogenicidade de vários tripanosomatídeos, sendo um alvo promissor para o desenvolvimento de quimioterápicos. A OpB de T. rangeli é codificada por uma ORF de 2.139 pb que é traduzida para um polipeptídeo de 713 aminoácidos com 80.2 kDa de massa molecular. A sequência aminoacídica da OpB de T. rangeli, que corresponde a família das prolil endopeptidases, apresenta similaridade de 89,9% com T. cruzi, 86% com T. brucei e 85,5% com T. evansi, estando o domínio catalítico característico da família bastante conservado entre estes organismos. A OpB é expressa nas formas epimastigotas e tripomastigotas de T. rangeli, sendo sua atividade mensurada através da emissão de fluorescência resultante da mobilização de Ca+2 da célula hospedeira em ensaios in vitro. Os extratos proteicos das formas tripomastigotas de T. rangeli apresentaram uma emissão de fluorescência estatisticamente significativa (p < 0,01) em relação aos controles. O tratamento dos extratos proteicos com o soro anti-OpB reduziu a emissão da fluorescência de todos os extratos, no entanto, apenas para os extratos das formas tripomastigotas de T. cruzi essa redução foi significativa. A OpBr teve uma emissão de fluorescência próxima do basal revelando ausência de atividade da proteína recombinante. A avaliação da expressão da OpB durante a interação parasitos/célula hospedeira mostrou um aumento significativo (p < 0,01) da expressão da OpB em T. rangeli após trinta minutos de interação em relação aos parasitos que não entraram em contato com as células. Estes resultados demonstram o envolvimento da OpB no processo de interação do T. rangeli com a célula do hospedeiro mamífero, constituindo um importante alvo de estudo para o esclarecimento do processo de interação parasito/célula. <br>
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências, Florianópolis, 2013.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/106840
Data: 2013


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