A variação dos pronomes possessivos de 2a. e de 3a. pessoas em redações de alunos de uma escola pública de Curitiba

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A variação dos pronomes possessivos de 2a. e de 3a. pessoas em redações de alunos de uma escola pública de Curitiba

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Título: A variação dos pronomes possessivos de 2a. e de 3a. pessoas em redações de alunos de uma escola pública de Curitiba
Autor: Sbalqueiro, Arnaldo
Resumo: Este estudo investiga a variação dos pronomes possessivos de 2ª pessoa teu e seu e de terceira pessoa seu e dele em redações de alunos de uma escola de Curitiba-PR. Dentre as questões mais importantes, destacamos duas: estariam esses pronomes em variação ou em distribuição complementar? Para respondê-las, analisamos variáveis sociais, estilísticas e lingüísticas que condicionam o uso desses possessivos, avaliando as ocorrências de forma quantitativa e qualitativa. O aparato teórico-metodológico utilizado é a teoria variacionista laboviana, com breves incursões em concepções teóricas sobre as pessoas do discurso e sobre poder e solidariedade.O corpus investigado é constituído de 204 redações, cujos dados, após categorizados, foram submetidos ao programa VARBRUL. Os dados de 2ª pessoa, retirados do discurso reportado, apontam 92% de ocorrências do pronome seu e 8% do possessivo teu, num total 160 ocorrências. Tomando como aplicação da regra o possessivo seu, o programa estatístico selecionou apenas o grupo de fatores gênero dos autores das redações com o gênero feminino apresentando a tendência para utilizar a forma de maior prestígio que é seu. Nas avaliações qualitativas, constatamos a marca das relações simétricas/assimétricas entre os interlocutores no discurso reportado. Os resultados apontam, ainda, que teu e seu estão em variação para concordar com você, pronome pessoal de 2ª pessoa exclusivo em Curitiba. Na 3ª pessoa, observamos um total de 90% de ocorrências de seu e 10% da forma dele dentre 637 ocorrências. O programa estatístico, tomando como aplicação da regra o possessivo dele, selecionou os seguintes grupos de fatores: discurso reportado/não reportado apontando dele como preferido no discurso reportado; escolaridade/idade com maior uso de seu, por influência da escola; gênero dos autores das redações com o gênero masculino utilizando mais dele. Nas avaliações qualitativas, verificamos que a ambigüidade de seu somente é eliminada com o uso de dele. E esse possessivo parece ter uma grande versatilidade, pois, na avaliação dos contextos lingüísticos, com menos dados, apresenta quase o mesmo número de contextos que o pronome seu. Além disso, mostra um grande poder anafórico por trazer maiores informações para a referenciação e é isento de ambigüidades. Diante de tudo o que seu e dele apresentaram, acreditamos que essas duas formas estão em distribuição complementar, na 3ª pessoa, confirmando nossa hipótese.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Linguística
URI: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/102222
Data: 2005


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