Abstract:
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O objetivo do presente estudo é verificar, com base na análise de alguns processos organizacionais, se há evidências que aproximam a prática de gestão da UNIJUÍ do conceito de gestão social proposto por Tenório (1998). Para alcançá-lo, resgatam-se conceitos básicos de ação social e de razão e racionalidade, além das contribuições a cerca da gestão social apresentadas pelos estudiosos Tenório (1998) e Serva (1997), teóricos críticos do campo administrativo. A metodologia de pesquisa envol-veu a revisão da literatura, pesquisa documental e o estudo de caso desenvolvido numa organização universitária de caráter comunitário, situada no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – Brasil. A UNIJUÍ insere-se no conjunto de instituições que apresentam uma dimensão pública, porque seus bens não são propriedade privada de ninguém, e têm profunda vinculação social. Essas instituições têm sido denominadas de comunitárias ou públicas não-estatais, integrando o chamado terceiro setor. As características ou dimensões que identificam a UNIJUÍ e orientam a sua atuação são principalmente: a marca re-gional e interiorana; a marca de uma instituição aberta; a dimensão pública não-estatal e comunitária; o compromisso com os remanescentes indígenas e com as parcelas mais necessitadas da população. Os resultados permitem apontar a ne-cessidade e relevância em aprofundar conhecimentos sobre a teoria crítica, especialmente a teoria da ação comunicativa habermasiana, assim como a importância de estudos que incorporem os elementos desta teoria na construção de novos paradigmas da teoria das organizações, que historicamente tem sido quase exclusivamente orientada pelo paradigma social funcionalista. A conclusão do trabalho mostra a existência de evidências suficientes para afirmar que a UNIJUÍ pratica a gestão social. Certamente há necessidade de aperfeiçoar a matriz de análise utilizada e aprofundar a análise, estendendo-a a todos os elementos da arquitetura organizacional. |