Abstract:
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Este trabalho apresenta "Os espaços e tempos educativos: suas implicações nas aprendizagens dos educandos" com o objetivo de investigar empiricamente a capacidade de inovação das escolas considerando as possibilidades existentes tanto teoricamente quanto legalmente a partir dos PCNs, visando suscitar possíveis discussões sobre a re-organização das práticas pedagógicas da escola pública. Para isso, o estudo procurou se embasar em indicativos legais e em autores como Arroyo (1986) e Beherens (1996) numa abordagem sobre a formação humana e sobre espaços educativos que respeitam a diversidade, respectivamente. Autores como Kenski (2000), Alves (2004), Cardoso e Souza (2007) trazem os espaços-tempos escolares como elementos fundamentais nas aprendizagens dos educandos, não os considerando espaços de neutralidade. Compreende-se ainda que os espaços e tempos de aprendizagens das instituições envolvidas no estudo podem, através de suas práticas pedagógicas, articular-se à realidade social do aluno, abrangendo toda a comunidade escolar para além dos muros da instituição. Este trabalho foi elaborado com base na pesquisa empírico-teórica com uma abordagem investigativa de enfoque qualitativo a partir da coleta de dados de três experiências bem sucedidas no Estado de Santa Catarina, as quais se destacaram na melhoria da qualidade de ensino de seus alunos e uma instituição de ensino pós-médio que se destaca pela forma que administra o tempo para o ensino profissionalizante de jovens rurais. Deste modo, foi possível analisar, através de uma visão ampliada, o que é considerado espaço escolar para estas instituições ao promoverem uma educação integradora com a participação de todos: comunidade, pais e alunos. Busca-se, ainda, provocar futuras reflexões sobre por que, apesar de se ter o amparo legal e teórico para diferentes possibilidades de organização do espaço e tempo escolar, poucos ousam utilizá-los no dia-a-dia das escolas. |