Abstract:
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Lages, localizada no planalto catarinense, apresentava-se, no início do século XX, coberta pela Floresta Ombrófila Mista. Com a instalação de madeireiras na região, nas primeiras décadas do mesmo século, o processo de desmatamento aumentou. Com o desmatamento acelerado, grande parte da cobertura florestal original de Lages foi extinta. Na década de 1960, iniciaram os primeiros projetos para reflorestar a região. O objetivo deste trabalho foi analisar como ocorreu o processo de reflorestamento no município de Lages, entre as décadas de 1960 e 1990. O reflorestamento no planalto foi intensificado com a aprovação do Código Florestal de 1965. No caso de Lages, a espécie mais utilizada para reflorestar foi Pinus elliottii, espécie exótica, preferível pelo seu rápido crescimento, mas atualmente classificada como prejudicial à floresta nativa e à biodiversidade local. Para alcançar o objetivo da pesquisa foram analisadas as mais diferentes fontes possíveis condizentes com um trabalho transdisciplinar como o da História Ambiental. Foi analisada a documentação oficial: relatórios, mensagens de governadores, ofícios, a legislação federal, estadual e municipal, além dos censos demográficos e estatísticas agrícolas e industriais. Também foram utilizados relatos de viajantes, periódicos estaduais e regionais. A iconográfica e os relatos orais auxiliaram na visualização das transformações no município, para uma análise mais detalhada. Assim, este trabalho mostra como a floresta intercalada por campos foi desmatada e subsequente substituída por espécies exóticas, ocasionando a necessidade de conservação do que restou da floresta nativa. |