Abstract:
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Este trabalho tem como objetivo analisar quatro figuras da crítica italiana contemporânea que antagonizam e protagonizam o debate sobre estética e política: Giorgio Agamben, Paolo Virno, Massimo Cacciari e Franco Rella. A análise passa, principalmente, pelos materiais esparsos produzidos a partir dos anos 1970 até a entrada do novo século, a fim de observar a montagem das categorias que movimentam as articulações desses pensamentos. Categorias que, carregadas de tempo e de ética, permitem chegar à hipótese de que o pensar filosófico e o fazer poético, artístico e crítico operam de maneira polarmente conjugada na inoperância constituída entre as quatro figuras, de modo a perceber que: pela profanação, Agamben monta as imagens que transitam entre as diversas disciplinas do saber e a arte; pela ambivalência, Virno rearticula a conduta da esquerda, a partir de considerações marxinianas; pelo paradoxo do pensamento, Cacciari explicita filosofia estética e filosofia política; pela noção de figura, Rella passeia pelas imagens da modernidade. Diante das divergências e das semelhanças há algo que os toca: a tarefa dada ao tempo. |