Abstract:
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O presente trabalho teve como objetivo avaliar a presença de processos erosivos e mensurar a quantidade de material erodido durante o período de um ano na bacia hidrográfica do Ribeirão Reis, Maringá - PR, não foram constatadas cicatrizes como voçorocamentos, somente alguns sulcos provenientes de chuvas torrenciais. As perdas de solo relacionada ao uso e ocupação da área, rotação soja e milho apresentaram as maiores perdas 17,92 ton/ha, abrangendo uma área de 92,2 % da área total, seguido pelos arbustos com perdas de 8,73 ton/ha, porém representa a menor área 1,3 %, em terceiro, o cultivo de café com perdas de 3,52 ton/ha e 1,6 % da área, em quarto, as pastagens com 2,68 ton/ha e área de 1,7 % e por último a vegetação arbórea com apenas 0,16 ton/ha e área de 3,1% do total. As perdas com relação ao tipo de solo apresentaram no gleissolo 8,52 ton/ha, seguido pelo latossolo vermelho 5,46 ton/ha e o nitossolo 3,93 ton/ha dentro da rotação de cultura soja/milho. As perdas de solo relacionada as três classes de solo ficaram abaixo da tolerância que são de 10,9 à 12,5 ton/ha para o latossolo vermelho e 11,6 à 13,6 ton/ha para o nitossolo. O uso adequado de práticas conservacionistas por parte dos produtores com rotação de culturas, plantio em contorno e uso de curvas de nível contribuiu para esses valores ficarem abaixo da tolerância. O modelo selecionado para o cálculo da quantidade de perda de solo foi a RUSLE (Revised Universal Soil Loss Equation), dentro de um ambiente SIG, no software Idrisi Andes, o modelo apresentou-se satisfatório quanto à mensuração da perda de solo, bem como o resultado dessa dissertação servindo como base em tomadas de decisões no planejamento do uso do solo. Portanto, fica constatado que o fator de maior relevância no tocante à perda de solo, é a cobertura vegetal, pois os períodos com maiores índices pluviométricos como os meses de fevereiro, março, setembro e dezembro não apresentaram as maiores perdas, no entanto períodos com pouca cobertura vegetal e menor índice pluviométrico como os meses de setembro, outubro e novembro apresentaram maiores perdas, o único mês coincidente é o de setembro, pois, além de apresentar elevado índice pluviométrico, foi o mês em que estava ocorrendo o plantio de lavouras. |